Preconceito Linguístico
Enviada em 01/10/2018
No Brasil, o início dos acontecimentos relacionados ao preconceito linguístico remonta ao período Colonial, no qual os portugueses consideravam a sua língua mais desenvolvida, demonstrando superioridade e restringindo a língua dos indígenas. Mediante a isso, hodiernamente, as variantes regionais que compõem a língua portuguesa contribuem para a permanência de estereótipos. Portanto, essa circunstância suscita que medidas sejam tomadas por agentes sociais, com o escopo de solucionar tal problemática.
Sob essa conjectura, consoante ao filósofo moderno Immanuel Kant, “A ética e a moral são méritos que devem ser atuados coletivamente dentro da sociedade.” todavia, logo se verifica que esse conceito é obsoleto no que tange à sociedade brasileira, visto que a ação autoritária e intolerante por parte de alguns indivíduos em julgar o seu modo de falar superior ao do outro gera desconforto, constrangimento e, até mesmo, repressão. O que legitima a ideia da fragmentação da ética nacional.
Outrossim, cabe salientar que a escassa proatividade das instituições formadoras de opinião em ofertar um engajamento das variantes linguísticas acentua a impunidade e a negligência dentro do corpo social. Além disso, a falta da devida participação da mídia em explorar e igualar os regionalismos presentes na língua portuguesa fomentam a alienação e a segregação.
Diante dos argumentos supracitados, é salutar conter esta realidade. Cabe ao MEC (Ministério da Educação), em parceria com as escolas, por meio de aulas de português e atividades lúdicas nas escolas, como peças de teatro, mostrar aos jovens a diferença entre as variantes da língua e da gramática normativa, com o fito de garantir o respeito mútuo entre as futuras gerações. Ademais, a mídia deve fornecer propagandas e panfletes voltados as variantes linguística, uma vez que ações midiáticas têm imenso poder transformador. Dessa forma, a realidade distanciar-se-á do Brasil Colônia e uma sociedade igualitária poderá ser alcançada.