Preconceito Linguístico
Enviada em 01/10/2018
Publicada pelas Organizações das Nações Unidas em 1948, a Declaração dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à educação e ao bem-estar social. Entretanto, o preconceito linguístico impossibilita o indivíduo de desfrutar desse direito universal na prática, seja pela ausência do conhecimento, seja pelo mal uso do mesmo.
Primeiramente, é inquestionável que a falha na aplicação da Constituição esteja entre as causas do problema. De acordo com o artigo 3 constitucional, o brasileiro tem o direito de ter uma sociedade livre, justa e solidária. No entanto, é possível perceber que no Brasil, o preconceito linguístico impede esse direito de ser desfrutado por conta da ausência de conhecimento que, por sua vez, é abatida do conhecimento do indivíduo. Visto que o início da aprendizado infantil se dá no âmbito familiar, essa realidade não condiz com a constituição brasileira e afasta o Brasil das declarações da ONU.
Além disso, segundo a Revista Galileu, de O Globo, ninguém pode ser humilhado pela forma de falar, pois muitos cidadãos tem o conhecimento da língua, mas não a utiliza no cotidiano, e isso não dá o direito de outro indivíduo o humilhar. Ademais, o geógrafo Milton Santos dizia que uma sociedade alienada é aquela que enxerga o que separa, mas não o que une os seus membros. Deste modo, observa-se que o preconceito, pode ser excludente e só crescer constantemente, como dizem as pesquisas, distancia a nação brasileira dos direitos humanos.
Portanto, percebe-se que o preconceito é um mal para a sociedade brasileira. Com isso, o governo deve educar a população, em especial as pessoas que sofrem o preconceito, sobre o problema por meio de cartilhas a serem difundidas nas escolas, infográficos via comerciais de televisão e livros digitais por intermédio da internet. Aliado a isso, o Ministério da Educação (MEC) deve instituir, nas escolas, palestras ministradas por psicólogos, que discutam o preconceito e beneficiam as vítimas da nação. Deste modo, com essas propostas postas em prática, constrói-se, então, uma sociedade mais justa e próxima das Declarações de 1948.