Preconceito Linguístico
Enviada em 14/10/2018
A comunicação verbal do ser humano é um sistema que representa uma atividade essencial para à vida em sociedade, tanto para questões políticas, econômicas, culturais e sociais. No Brasil, a linguagem sofre adaptações para que determinado grupo esteja em harmonia de acordo com interesses da comunidade,por influencias históricas, geográficas e socioculturais, visto que o território brasileiro é vasto e múltiplo em culturas. Todavia, os falantes que não possuem uma educação adequada, por exemplo, são vítimas de preconceito por parte do indivíduos privilegiados e dominantes da língua culta, com isso a exclusão, a intolerância e a discrepância dos costumes são estimulados tanto pela mídia quanto pelo próprio ser.
É importante pontuar, de inicio, que a variedade linguística é conceituada apresentando distintas maneiras de falar\comunicar um determinado idioma. Assim como na extensão nacional brasileira há cinco regiões distintas, o dialeto nordestino é diferente em comparação ao do sul. Não é conveniente dizer qual é o certo e o errado, dado que a língua falada não está em consonância com todas as regras gramaticais, mas o esteriótipo criado baseado na formação dos cidadãos que acessaram uma educação de qualidade padronizam a classificação da fala, excluindo e marginalizando um determinado grupo oposto ao ideal do ‘‘politicamente correto".
Outrossim, a mídia reforça a imagem do nordestino como o ingenuo e desprovido de inteligencia e conhecimento, torna-o uma caricatura para risos e piadas ofensivas e preconceituosas, já que a televisão é o principal meio de comunicação das massas, esse tipo de conteúdo é normatizado e incentivador para o público jovem. Por conseguinte as consequências são a segregação social, constrangimento de pertencer a uma determinada região e a desigualdade enraizada não contribuindo para o caráter como um todo, mas sim no singular.
Em suma, os professores de língua portuguesa precisam estar aptos para demostrarem e ensinarem a heterogeneidade na fala, desde o ensino fundamental até o ensino médio, visando o respeito às diferenças, sempre abordando que a língua formal na escrita é essencial. Ademais, o Ministério de Comunicação poderia estabelecer leis em parceria com órgãos que representam os direitos humanos, visando a demonstrar para a mídia o respeito,a ética e a moral nos conteúdos produzidos sem ofender ou denegrir um grupo específico. Com isso às diferenças serão toleradas perante a sociedade.