Preconceito Linguístico

Enviada em 01/11/2018

Apenas a linguagem normativa é valida para a comunicação? Oswaldo de Andrade em seu poema intitulado “Prenominas” coloca em questão a forma correta segundo a gramática de pedir um cigarro e a linguagem informal utilizada. Se por um lado, existe a gramática normativa, do outro, existem contextos históricos, culturais e  sociais presentes na linguagem que não são aceitos em suas informalidades. Nesse sentido, o preconceito linguístico se destaca no Brasil, e o impasse necessita ser resolvido.

Ao que se refere a linguagem, podemos caracteriza-la como toda e qualquer forma de comunicação. A gramatica normativa é o meio de padronizar o português falado no Brasil, mas, entre a norma e o cotidiano, existe um leque de possibilidades. Quando os portugueses chegaram no Brasil, o pais já era habitado por indígenas, além dos europeus que vieram depois, falantes do inglês, africanos, e entre outras etnias que passaram pelo país deixando um vasto repertório sócio cultural na língua.

No mesmo sentido, é possível identificar o problema do preconceito decorrente no uso da linguagem informal, que mesmo sendo entendida, por vezes é tratada como incorreta por não atender a norma culta. Um exemplo, foi o caso do médico Guilherme Capel, em 2016, no interior de São Paulo, que postou uma foto do receituário de João, um paciente que escreveu “peleumonia” e “raôxis”, o médico debochou da escrita com uma postagem em seu Facebook, e foi criticado por muitos usuários da rede, pois o paciente era simples e não completou os estudos por falta de condições.

Fica Claro, portanto, a necessidade de acabar com o preconceito linguístico. Oswaldo, em seu poema, resume que em ambas as formas o cigarro será recebido independente da forma do pedido. Nesse sentido, cabe a população não disseminar preconceito através da língua, e cabe a mídia em consonância com o MEC, devem promover campanhas contra o preconceito na televisão através de comerciais, e nas escolas por meio de palestras. Dessa forma, será possível exterminar o preconceito linguístico.