Preconceito Linguístico

Enviada em 02/10/2018

O preconceito linguístico e os seus reflexos na sociedade

O conceito de preconceito se define como a intolerância ou ignorância ocasionada pela indiferença daquilo que diverge do preconizado como certo. Portanto, vale-se salientar que tudo que foge a regra nem sempre está errado e que o prejulgamento pode e deve ser revisto, pois, em longo prazo pode trazer prejuízos à língua como identidade nacional.

Em primeiro plano, cita-se Mauricio Souza e as suas obras da Turma da Mônica, onde ele descreve sobre a dislalia infantil- desvio da fala infanto-juvenil – e o quanto isso é prejudicial à criança. O autor usa o personagem Cebolinha que tem o rotacismo, isto é, a troca da letra r por l. No contexto atual tal o problema acarreta prejuízos na escola, que não tem uma estrutura para receber o aluno, que poderá trazer problemas na convivência social e sofrer Bullying por parte dos colegas de classe.

Outrossim, destaca-se que a intolerância advém de questões históricas sociais e culturais. Desde o descobrimento do Brasil e a apropriação linguística e a misturas de línguas no Brasil, como o português, tupi guarani, e as latinas, dentre outras, geraram variantes da gramática normativa. Segundo, Marcos Bagno autor do livro Preconceito Linguístico – não existe forma certa ou errada, embora, haja um padrão normativo para a escrita, a fala pode sofrer distintas vertentes, como exemplo a mandioca, que em algumas regiões se torna macaxeira, maniveira, entre outras.

Destarte, o Governo, em todas as esferas públicas, deve intervir de maneira combativa promovendo a igualdade entre as pessoas. É evidente que o Ministério da Educação e Cultura (MEC) inclua no currículo básico da educação o assunto, além de implementar nas escolas o estudo da fala de cada região e por meio de psicólogos capacitados instrua o professor de língua portuguesa, para que ele abra discussões sobre os preconceitos e instrua aos alunos, nas salas de aula, que existe varias formas de fala e que a língua se diverge dependo do contexto social, cultural e da idade do falante e que não é errado. Logo, é necessário que o discente entenda que toda historiografia brasileira foi marcada por fatores externos e internos que formaram a identidade linguística nacional e que não deve discriminar as pessoas que falam diferente do código normativo.