Preconceito Linguístico
Enviada em 06/10/2018
A língua é uma importante ferramenta para a vida em sociedade, sendo responsável pela comunicação entre as pessoas. Todavia, ela também pode ser utilizada como elemento de segregação, que é o chamado preconceito linguístico, no qual um indivíduo acha que apenas o seu modo de falar é correto, depreciando os demais.
Mesmo com todos os brasileiros falando a mesma língua, ela apresenta muitas variantes, seja de acordo com cada região, faixa etária, ou classe social. Dessa forma, geralmente, é adotada como correta, a linguagem de pessoas de níveis sociais elevados, e as outras formas de falar são taxadas como erradas.
Além disso, existem pessoas que apresentam problemas de dicção, e que também são alvos de discriminação. Um exemplo é a dislalia - problema articular que faz com se troque a letra r pela l - e que quem como principal exemplo o personagem Cebolinha da Turma da Mônica. Crianças que sofrem desse distúrbios de fala, são mais suscetíveis a sofrerem bullying, levando a uma série de prejuízos para a vida social e aprendizagem.
Portanto, medidas são necessárias para aplacar o preconceito linguístico. Nas escolas, os professores poderiam ensinar toda a história que há por trás dos sotaques, já que imigrantes que vieram ao Brasil influenciaram a língua de cada região e dizer sobre como a língua é flexível está sujeita a mudanças e que não há uma única forma de linguagem correta. Já os pais devem ficar atentos a problemas de fala e dicção, procurando uma forma para solucionar esse tipo de problema, como um auxílio de um fonoaudiólogo, fazendo assim com que a língua não seja uma uma ferramenta de segregação.