Preconceito Linguístico
Enviada em 07/09/2018
Na Semana da Arte Moderna, em 1922, muitos artistas, com intuito de mudança, utilizaram poemas com versos livres, regionalistas e brancos. No entanto não foram aceitos pela crítica. Hodiernamente, ainda há grande rejeição, por parte da sociedade, daqueles que não dominam a norma culta, gerando assim o preconceito linguístico.
Nosso país é repleto de mestiçagem cultural, tornando-se sua riqueza nacional. A língua varia de região, cada uma tem suas características, e não há uma melhor, e sim a diversidade. Contudo, onde deveria haver beleza e singularidade, é interpretado com discriminação e esteriótipos negativos, levando à agressão moral e até mesmo exclusão social.
Em nossa mídia, esse preconceito é transmitido em novelas, em que, por exemplo, traz a linguagem nordestina à personagens considerados atrasados socialmente e com uma rusticidade. E além disso, notamos que, na maioria, os mesmos que mais praticam essa rejeição, são aqueles que possuem alto poder aquisitivo e que tem conhecimento da norma culta, porém esses se esquecem que, de acordo com Millôr Fernandes, “Erudito é um sujeito que tem mais cultura do que cabe nele”, então de nada vale ter a dominância da linguagem, se não compreende a cultura.
Portanto, fica evidente a necessidade de mudar essa realidade, com auxílio do Ministério de Educação (MEC) em proporcionar, junto com os professores, aulas que mostrem a diversidade linguística e sua importância. Além disso, os meios televisivos devem criar campanhas em que enalteçam essa variação e também, não propaguem o preconceito em suas telenovelas. Dessa forma, conseguiremos avançar culturalmente e reduzir a hostilidade linguística.