Preconceito Linguístico

Enviada em 30/10/2018

Preconceito endêmico

O filósofo Aristóteles promoveu a primeira classificação dos seres vivos no meio ambiente.Dessa forma, a pluralidade da esfera natural ganhou notoriedade e foi descoberta como um dos principais fatores para o equilíbrio da Natureza.Todavia, o homem ainda reluta contra tal raciocínio, no que concerne, em alicerçar atos intolerantes à diferentes variantes linguísticas e depreciar a variedade.Nesse sentido, é fundamental discutir sobre essa atrocidade, sobretudo em sua relação à uma visão distorcida a e identidades descentradas.

É imprescindível destacar, de início a reprodução danosa do imperialismo.Quando países europeus do século XIX subjugaram continentes como Ásia e África ao amplificarem de forma autoritária a cultura ocidental, foi notado a cegueira em que o ser humano pode deter em relação ao valor da diversidade.Fato esse, que reflete a existência do preconceito linguístico. Desde a formação de piadas ofensivas até a exclusão de círculos sociais, o totalitarismo da língua que ,de modo infeliz, tem caracterizado a cultura brasileira dificulta o reconhecimento da riqueza vocabular ou fonética que há na multiplicidade.Assim, o conhecimento permanece monótono e estagnado, o que é prejudicial tanto para o corpo social como para a formação educacional de cada um.

Outrossim, além de despótico, a linguagem expõem a instabilidade dos indivíduos.Sob a ótica do sociólogo Stuart Hall, as identidades modernas estão voláteis.O que consolida a discriminação linguística,visto que, a incorporação à grupos ou normais sociais, como o de cesaristas linguísticos que menosprezam a variedade, se torna solução para a volubilidade identitária.Dessa maneira, problemas psicológicos referentes à se expressar e a incapacidade de comunicação se perpetuam nas classes falantes desprezadas por suas gírias sociais ou regionais.

Fica nítido, portanto, que apesar do homem lutar contra a diversidade, propagada por Aristóteles, a pluralidade é vital para a edificação de uma comunidade rica culturalmente e comunicativa.Nesse prisma, é substancial que a mídia televisiva crie ficções engajadas, como novelas, que repreendam o preconceito linguístico e demonstre suas consequências a fim que o corpo social valorize sua multiplicidade.Além disso, que o Ministério da Educação efetue palestras nas escolas sobre o respeito às falas diferentes, em conjunto com o fornecimento na grade curricular ,das universidades dos futuros docentes, a difusão do enaltecimento do patrimônio humanitário que são os variados dialetos, para a constituição de um país mais tolerante.Com esses atos, a endêmica, termo biológico referente à constante preconceito linguístico será arrefecido.