Preconceito Linguístico
Enviada em 06/09/2018
No livro “A República”, do filósofo grego Platão, é demostrada, por meio de uma metáfora, a famosa Alegoria da Caverna, segundo a qual expõem a teoria de que os seres humanos têm uma visão distorcida da realidade. Desse modo, torna-se visível que essa teoria se encaixa perfeitamente no que se refere à negação da sociedade brasileira de enxergar o grave problema do preconceito linguístico que cresce substancialmente. Portanto, há a necessidade de se discutir e intervir sobre essa problemática.
Mormente, destaca-se o pensamento de superioridade como um problema que deve ser atenuado, nesse panorama de preconceito. De acordo com Aristóteles, apoiador do Eudemonismo, doutrina que busca uma vida plenamente feliz - seja em âmbito individual ou coletivo – a felicidade é a meta da vida humana. De maneira análoga, é possível perceber que a ideia de superioridade, dificulta essa busca pela felicidade, haja vista que isso se torna uma problemática para a sociedade devido muitos cidadãos inferiorizarem outros que não falam do seu mesmo modo, por conta da diversidade de sotaques na pátria. Isso ocorre, em virtude de acharem que o seu modo de falar é mais certo do que de outras regiões, havendo, consequentemente, uma maior desarmonia na pátria. Destarte, infere-se que essa postura obriga parcela dos brasileiros a conviverem com a dignidade fragilizada.
Outrossim, denota-se, na sociedade contemporânea, que a ênfase escolar na gramática é outro grande problema quando se trata do preconceito linguístico. Segundo Mahatma Gandhi, líder pacifista indiano do século XX, o futuro dependerá daquilo que se faz no presente. Nessa perspectiva, evidencia-se que a indiligência com o preconceito linguístico pode ser encaixado na teoria do líder, uma vez que, se hoje persevera a ênfase escolar em sua maior parte ligada a classe gramatical, o futuro da nação verde-amarela está comprometido, pois a nação tende a ter um alto índice de preconceitos linguísticos e, consequentemente, ter uma população mais irreverente. Por conseguinte, isso acontece devido as escolas focarem maior parte do tempo nos assuntos gramaticais ao invés de discutir sobre a oralidade.
Urge, portanto, que medidas sejam tomadas para mitigar esse impasse. Assim sendo, cabe a escola promover palestras de conscientização para o público de todas as faixas etárias, ministrada por psicólogos e psicopedagogos, utilizando o intervalo escolar, a fim de conscientizar os estudantes que todos são iguais, de modo que o pensamento de superioridade seja amenizado. Concomitantemente, é vital que o Ministério da Educação (MEC), insira na grade curricular dos alunos aulas obrigatórias de oralidade, com o fito de atenuar o preconceito linguístico em todo o país. Desse modo, a visão distorcida da realidade exposta por Platão será amenizada.