Poluição sonora: desafio para a saúde coletiva
Enviada em 06/03/2020
Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), saúde é o estado de completo bem-estar físico, mental e social. Nesse contexto, fica nítido que a poluição sonora é um problema da saúde pública, uma vez que, causada pela mobilidade urbana precária, causa impasses psicológicos, sociais e físicos na totalidade demográfica. Desse modo, medidas de combate a essa problemática são necessárias.
De início, cabe elucidar que, embora as construções e processos industriais contribuam para a emissão de ruídos perturbadores, a má locomobilidade urbana é a principal causa desse gargalo. Sob esse ângulo, o funcionamento insuficiente do transporte público, como é o caso brasileiro, suscita o excesso de carros no trânsito, o que gera engarrafamentos e uso frequente de buzinas. Em síntese, o trânsito deficitário prejudica o qualidade sonora da população.
Em função disso, a saúde mental, social e física dos indivíduos é diretamente afetada. Nesse sentido, consoante Georg Simmel, o barulho gera nas pessoas uma intensidade na sensibilidade psíquica. Tendo em vista o exposto, são comuns não só casos de distúrbios do sono e irritabilidade, os quais prejudicam a boa disposição psicológica e a convivência social, como também o uso indiscriminado de fones de ouvido para abafar sons desagradáveis, o qual é responsável por cerca de 30% dos casos de perda auditiva de acordo com a Sociedade Brasileira de Otologia. Dessa forma, o bem-estar da sociedade é totalmente fragilizado em virtude da violação sonora.
Portanto, observa-se que a poluição sonora é um entrave para a saúde coletiva. Por conseguinte, é imperioso que o Ministério do Transporte atue na melhoria na mobilidade urbana, por meio do aumento das estações de metrô nas cidades, visto que é o meio de transporte mais silencioso, a fim de atenuar o número exacerbado de carros e ônibus nas vias públicas e, consequentemente, o som de motores e buzinas. Assim, a saúde completa, como institui a OMS, seria gradativamente alcançada.