Políticas públicas e acordos internacionais: o papel do mundo no combate às mudanças climáticas
Enviada em 01/05/2024
O filme “Rio 2” mostra o cotidiano de pássaros na Amazônia, onde os mesmos têm seu habitat destruído pela ação humana. De maneira análoga ao filme, a ficção não se distancia da realidade. As mudanças climáticas sofridas são graves e prejudiciais, e cabe ao próprio ser humano combatê-las. Nesse sentido, a indústria capitalista e a negligência governamental são empecilhos nesse dilema.
Em primeira análise, evidencia-se que o capitalismo agravou significativamente os problemas ambientais. Nesse sistema, o lucro está acima de qualquer dano colateral, portanto, as mudanças climáticas sofridas são vistas como algo banal. Um exemplo disso é o consumo desenfreado, como o uso de eletrônicos, visto que aparelhos que deveriam durar de 8 a 10 anos são descartados muito antes, gerando muito lixo. Segundo o filósofo alemão Albert Schweitzer, “o homem domina a natureza, antes de aprender a dominar a si”, logo, o sistema capitalista destrói o meio ambiente de maneira agressiva e a não conscientização da humanidade impossibilita na mitigação desse problema.
Ademais, é importante salientar que a negligência governamental acerca do tema é preocupante. Em 1992 houve a Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente e Desenvolvimento, que ficou conhecida como Rio-92, apesar de ter no papel políticas e ações que tinham o compromisso com a responsabilidade ambiental, a conferência não estipulou prazos para a concretização das metas, e a falta de cobrança de posturas mais audaciosas por parte dos governantes não possibilitou um combate efetivo às mudanças climáticas. Uma ilustração é a proteção dos recursos naturais, ação estabelecida no acordo, entretanto, queimadas antrópicas na Amazônia têm crescimento de 154% em 2024, conforme o IBAMA (Instituto brasileiro do meio ambiente), revelando um desmazelo público.
Portanto, cabe ao Ministério do meio ambiente - órgão responsável pela proteção ambiental - fiscalizar e incentivar de maneira mais assertiva políticas públicas e acordos internacionais, por meio de projetos sociais e o direcionamento de verbas para instituições e ONGs de proteção ambiental, visando progredir no combate as catástrofes ambientais causadas pela ação humana.