Polêmicas acerca da expansão do agronegócio no Brasil
Enviada em 15/10/2021
Desenvolvimento Sustentável foi um termo utilizado por Gro Harlem Brundtland, médica e diplomata norueguesa, e expressa a ideia de os países se desenvolverem economicamente, porém, sem prejudicar a qualidade de vida das futuras gerações. Nesse contexto, sabe-se que a expansão do agronegócio vai contra o conceito da diplomata, e assim, a ambição por lucro acima de tudo é uma das causas da problemática e acarreta na perda da biodiversidade e de ecossistemas.
A princípio, vale ressaltar que o principal motivo do aumento na exploração de terras para agro-indústria é o desejo por poder. Dados da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, mostram que no ano de 2020, 25% do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro era advindo da exportação de produtos do setor primário, e como a posse desses territórios é concentrada sob poder de poucos latifundiários, a renda também fica centralizada. Dessa forma, por sede de querer sempre mais dinheiro, os donos das fazendas ampliam cada vez mais suas terras a fim de aumentar a produção e, consequentemente, expandir seu capital, pois sabem que a maior cadeia produtiva brasileira vem da agricultura e da agropecuária.
Ademais, é necessário discutir sobre a crescente destruição dos ecossistemas e da biodiversidade pela expansão da fronteira agrícola. Anteriormente, o centro de produção agrícola era na região sudeste do Brasil, mas com a constante ampliação desse núcleo, já chegou até a parcela norte do país, no estado do Amazonas. Assim, o bioma do Cerrado que antes cobria 25% do território brasileiro, com o constante desmatamento já perdeu 71% de sua extensão, e com essa perda, também houve a extinção de várias espécies nativas que habitavam o bioma, fazendo a biodiversidade do Brasil diminuir em grande escala. Dessa maneira, é notório que as pessoas que promovem essa chacina ambiental não se preocupam com a vida extra-humana, e pensam apenas em seu lucro, mas se esquecem que se não houver animais, florestas e solos férteis, o homem não existe, e se não houverem medidas para o controle dessa ganância, também não haverá existência para os descendentes dessa geração.
Portanto, fica exposta a necessidade de intervenção. Cabe assim, ao Poder Público, em parceria com o Ministério do Meio Ambiente, efetivar o controle da expansão da fronteira agrícola, por meio de leis rígidas que punam devidamente os criminosos ambientais, como, por exemplo, multas de grande valor e reflorestamento das áreas desmatadas, a fim de acabar com os impactos ambientais e assegurar a existência da natureza nativa brasileira e promover, de fato, o desenvolvimento sustentável defendido por Gro Harlem Brundtland.