Pobreza em evidência no Brasil

Enviada em 11/08/2021

Segundo a Lei da Inércia, de Newton, a tendência de um corpo é permanecer parado quando nenhuma força é exercida sobre eles. Fora da física, é possível perceber a mesma condição no que concerne ao problema da pobreza em evidência no Brasil, que segue sem uma intervenção que resolva. Com efeito, evidencia-se a necessidade de promover melhorias no que tange a essa questão, que persiste por causa da má distribuição de renda e o racismo.

Em primeiro lugar, a desigualdade social existente é um fenômeno caracterizado, sobretudo, pela diferença de salário entre a população. Assim, segundo a Organização das Nações Unidas, o território brasileiro possui a 2ª maior concentração de renda do mundo, tendo em vista que o 1% mais rico concentra 28,3% da renda total do país, ou seja, quase um terço do dinheiro está nas mãos dos “endinheirados”. Além disso, os 10% dos brasileiros mais ricos concentram 41,9% da renda total, isso tudo enquanto 66% das famílias ganham apenas dois mil reais por mês. Portanto, é visto o quanto a sociedade brasileira é desigual.

Ademais, o racismo também se caracteriza como um complexo dificultador. Então, de acordo com a Teoria da Eugenia, cunhada no século XIX utilizada como base do Nazismo, defende o controle social por meio da seleção de aspectos considerados melhores. Segundo essa perspectiva, haveriam seres humanos superiores, a depender de suas características. No contexto brasileiro atual, essa noção de superioridade pode ser percebida na questão do preconceito contra negros, cuja base é uma forte discriminação. Por exemplo, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, em 2018 14,7% dos brancos eram pobres, enquanto entre pardos e negros a porcentagem era de 32,3%. Logo, é notório o quanto a inferioridade em relação aos negros ainda existe e prejudica o lar desses seres.

Em suma, é visível o quanto a distribuição desigual de renda e o racismo pode contribuir cada vez mais para a pobreza na nação. Sendo assim, faz-se necessário que o Governo, juntamente com o Ministério da Educação, invista em programas de qualificação profissional, com ênfase no ensino profissional e criação de bolsas estágio para profissionalização de jovens em situação de risco social, com o intuito de que esses sujeitos tenham as mesmas oportunidades de quem possui uma melhor condição de vida. Também, é preciso realizar palestras e rodas de conversas nas escolas, com o propósito de que desde o colégio os estudantes saibam que não há superioridade entre brancos e negros. Dessas, essas ações terá a finalidade de combater a miséria no Brasil.