Pobreza em evidência no Brasil
Enviada em 29/06/2021
Igualdade e justiça social
Atualmente existem 52 milhões de pessoas na pobreza e outras 13 milhões na extrema pobreza no Brasil, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Esse número é o maior atingido nos últimos anos, revelando que o país enfrenta sérios problemas econômicos e uma caótica política pública. Logo, é indiscutível a importância de diminuir a pobreza, no Brasil, visto que a desigualdade e o descaso governamental são fatores preponderantes para existência desse problema.
Em primeira análise, deve-se destacar que a desigualdade é um empecilho que assola a nação. Segundo a ONU (Organização das Nações Unidas), o Brasil ocupa oitavo lugar no ranking de países mais desiguais do mundo, em 2021. Sendo que 1% da população é detentora de 30% da riqueza. Isso evidencia uma péssima distribuição de renda, o que impede que a maior parte da população tenha meios para obtenção de alimentação adequada e nutritiva, como também, impossibilita condições dignas de sobrevivência, como o acesso à cultura, à moradia e à saúde. Assim, é evidente a necessidade urgente de reduzir a desigualdade de renda.
Em segundo lugar, cabe pontuar que o Estado Democrático de Direito tem que cumprir com sua função de garantir aos brasileiros seus direitos fundamentais. Nessa perspectiva, a Constituição Federal estabelece deveres e garantias fundamentais que devem ser cumpridas por parte do governo, como a inviolabilidade do direito à vida, à segurança e à igualdade. No entanto, o que se pode notar é um Estado cada vez menos atuante, ao contrário disso, tem sido negligente e implantado mais entraves, com o aumento de impostos, a falta de controle da inflação, a retirada de recursos para Educação e Serviço Social. Desse modo, é irrefutável que o Estado precisa ser operante e forte para diminuição da pobreza e para garantia dos direitos de todos.
Infere-se, portanto, a suma importância de reduzir a desigualdade social e de ter uma Administração Política competente para esse encargo. Desse modo, atribui aos governos federal, estaduais e municipais, a implantação de uma reforma tributária e a uma melhor distribuição de renda. Essa medida deve ser realizada por meio de ratificação de lei, e por meio da Receita Federal imputar maior arrecadação de impostos por parte da população mais rica, e, transferir os valores arrecadados para Secretária de Desenvolvimento Social, Ministério da Cidadania e da Educação. Essa ação tem estratégia principal aumentar o valor e o número das bolsas-família para as pessoas em situações de vulnerabilidade econômica. Desse modo, será possível diminuir a pobreza, tornando um país mais justo e igualitário.