Pobreza em evidência no Brasil
Enviada em 28/02/2021
No desenrolar do livro “Capitães da Areia”, é retratada a história de vários adolescentes que tiveram uma árdua vida, uma vez que, por conta da escassez de dinheiro, eles não possuíam moradia e nem alimentos. Analogamente, a ficção não diverge da contemporaneidade, tendo em conta as diversas pessoas que enfrentam problemas advindos da pobreza. Nesse sentido, esse fator em evidência, o qual ocasiona negativas consequências na educação e na saúde dos brasileiros, provém não só da desigualdade social, mas também da omissão do Estado. A princípio, cabe avaliar a falta de acesso a um ensino de qualidade enfrentada por algumas pessoas com baixa renda. Nesse âmbito, é errôneo afirmar que a desigualdade social provém do contemporâneo, tendo em vista que desde a transferência da corte para o Brasil, por volta de 1808, as escolas que foram fundadas eram elitistas, dado que elas equivaliam a uma exclusividade das classes economicamente favorecidas. Desse modo, na sociedade, diversas pessoas passam por dificuldades para aprenderem os conteúdos escolares, tendo em consideração que, em inúmeras escolas públicas brasileiras, existe a escassez de matérias didáticos e de profissionais da educação, os quais estão presentes na maior parte das escolas particulares. Logo, é inadmissível que esse nocivo dado continue no Brasil, visto os danos que podem ser causado para as crianças e para os jovens, posto que eles são prejudicados na obtenção de conhecimentos. Ademais, convém ressaltar que a ausência de alcance aos tratamentos hospitalares é um grave problema governamental. Tal fato ocorre, pois, ainda que na Constituição Federal de 1988 seja previsto o direito à saúde, a existência de uma barreira geográfica e econômica, a qual impossibilita que as pessoas que residem em regiões afastadas dos grandes centros urbanos possuem acesso aos hospitais, impede que essa norma seja devidamente assegurada. Nesse contexto, nota-se a quebra do Contrato Social, proposto pelo filósofo Thomas Hobbes, o qual afirma que é direito do Estado manter a ordem e assegurar o cumprimento das leis. Em virtude disso, é inaceitável que esse cenário continue, uma vez que, com a dificuldade de alcançar atendimentos médicos, os brasileiros ficam, na maioria das vezes, sujeitos a adquirirem empecilhos no bem-estar, os quais não são solucionados, perpetuando o impasse. Portanto, compete ao Ministério dos Direitos Humanos - responsável pelos direitos nessa área - promover uma distribuição de dinheiros para as pessoas desfavorecidas economicamente. Isso deve ser feito por meio de uma parceria com o banco Caixa, o qual irá enviar o capital para os indivíduos que relatarem, por meio dos seus dados, que passam por dificuldades financeiras. Essa ação possui a finalidade de diminuir a pobreza evidente no Brasil.