Perspectivas e desafios do trabalho remoto em questão no Brasil
Enviada em 17/10/2022
No ápice da pandemia devido ao Coronavírus, o surgimento do trabalho remoto trouxe diversos benefícios para os trabalhadores que tinham condições de acesso à tecnologia, podendo continuar a serem produtivos de casa. Entretanto, diversos desafios também fazem parte da hodiernidade remota, máxime para os indivíduos que não têm conhecimento das ferramentas virtuais necessárias para a realização do seu trabalho.
Sob esse viés, salienta-se o benefício da continuidade do ofício, por exemplo, de alguns professores durante o recente período pandêmico, que graças ao advento do trabalho remoto conseguiram continuar a exercer sua profissão. Nesse sentido, segundo o site “BBC Brasil”, mesmo que algumas instituições estivessem fechadas, a possibilidade de dar aula online para escolas de lugares diversos que precisavam de docentes que utilizassem as plataformas virtuais era uma realidade. Ficando, então, evidente, um dos impactos positivos do trabalho remoto no país.
Em contraste a isso, vale ressaltar os desafios vigentes nessa questão, principalmente quanto ao conhecimento esperado dos usuários sobre certas ferramentas virtuais. Nesse sentido, por exemplo, segundo a revista ‘‘Forbes’’, até o início de 2022, foi percebida a demissão de vários docentes que, muitas vezes pela falta de acesso ou tempo, não sabiam usar aplicativos como o ‘‘Zoom’’. Tal desafio é, também, evidente, para professores de áreas periféricas, que não possuíam computadores ou celulares capazes de acessar tais ferramentas, reflexo disso, de acordo com o site ‘‘G1.com’’, foi o sentimento de despreparo de 90% dos professores para trabalhar online, e o consequentemente desemprego de alguns desses.
Destarte, com o objetivo de diminuir os desafios sobre as questões que envolvem o ‘‘home office’’ na sociedade brasileira, torna-se imperativa a criação de soluções que democratizem o acesso ao conhecimento das ferramentas necessárias para sua execução. Para tal feito, cabe ao Ministério da Educação, junto ao Ministério da Economia, a disponibilização de pontos de internet gratuita nas áreas periféricas, assim como a publicação, nas redes sociais, de vídeos que ensinem os indivíduos a utilizar as ferramentas virtuais necessárias para a realização do seu trabalho.