Perspectivas e desafios do trabalho remoto em questão no Brasil

Enviada em 25/08/2022

Em 2022, o Brasil presenciou a chegada do 5G, a geração de internet móvel que promete maior velocidade e revolucionar áreas da tecnologia. Dentre essas áreas, encontra-se o trabalho remoto. Contudo, a ampliação da conectividade também torna difícil distinguir entre trabalho e lazer, com prejuízos à saúde mental dos trabalhadores que optam pela modalidade “home office”.

Em primeiro lugar, é necessário compreender que o teletrabalho já é uma realidade para muitos trabalhadores brasileiros. Segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, uma a quatro pessoas poderia trabalhar remotamente. Nesse sentido, parte essencial do trabalho desses colaboradores é a conexão estável à internet de alta velocidade. A chegada do 5G ao Brasil deve impactar diretamente o trabalho desses profissionais ao proporcionar uma internet mais veloz, pois agiliza o contato entre empresa e colaborador, bem como transferências bancárias e de arquivos. Ademais, diminui o risco de queda da conexão durante reuniões virtuais, por exemplo. Dessa forma, há um aumento da eficiência e da produtividade no trabalho remoto.

Entretanto, a alta conectividade também traz desafios para os profissionais que trabalham remotamente. Um deles é a distinção entre momento de trabalho e de lazer, visto que o regime de teletrabalho permite flexibilidade de horário. Além disso, o trabalho remoto gera a sensação de disponibilidade do profissional, que pode ser contatado facilmente e a qualquer hora através de aplicativos de mensagens instantâneas. Logo, muitos trabalhadores remotos veem sua carga de trabalho aumentar, o que pode ocasionar estresse, ansiedade e a Síndrome do Esgotamento Profissional. Ou seja, a saúde mental desses trabalhadores é comprometida, como aponta um levantamento da plataforma Linkedin: 62% das pessoas estão mais ansiosas e estressadas ao trabalharem remotamento.

Portanto, o teletrabalho já é uma realidade no Brasil, e pode ser beneficiado pela chegada do 5G. Porém, o impacto na saúde mental dos trabalhadores também é real. Para mudar isso, o governo deve, através do Congresso e com o apoio de centrais sindicais, aprovar leis que regulamentem a jornada de trabalho no regime remoto, a fim de propiciar um equilíbrio entre trabalho e lazer.