Perspectivas e desafios do trabalho remoto em questão no Brasil
Enviada em 15/08/2022
A ascensão da revolução técnico-científica-informacional possibilitou a quebra de barreiras físicas, modificando o mundo e suas relações, tornando-as mais flexíveis.
Entretanto, embora benéfico em diversos aspectos da questão, é possível perceber um legado de contornos específicos na questão dos desafios relacionados ao trabalho remoto no Brasil. Nesse contexto, percebe-se a configuração de um grave problema, o qual persiste devido não só devido a insuficiência de legislação mas também em virtude da escassez de investimentos.
Convém ressaltar, a princípio, que a falta de leis bem como a inaplicabilidade de leis já existentes é fator determinante para a persistência do problema. A defici- ência na aplicação de leis é um dos fatores responsáveis pelo surgimento da escravidão moderna, e viabiliza que empresas passem a se beneficiar e implemen- tar longas jornadas de trabalho a seus funcionários. O que ocasiona assim, a perca da qualidade de vida e a qualificação de um problema inconstitucional, visto que ultrapassa direito de proteção a saúde do trabalhador.
Além do mais, a escassez de investimentos pelo setor contratante caracteriza-se como complexo dificultador. A ausência de aplicações em instrumentalização, capacitação de profissionais e na alfabetização tecnológica, promove o surgimento de dificuldades e viabiliza a não persistência ou mesmo a não inserção de indiví- duos nesta modalidade de prestação de serviços. O que fomenta, o aumento nas taxas de desemprego e consequentemente a integração destes indivíduos em formas insalubres e não formais de trabalho.
Portanto, compete ao governo federal discutir e estabelecer em conjunto aos Poderes legislativo e judiciário o aperfeiçoamento de leis, como também a criação de novas leis com o intuito conceder o pleno direito do trabalhador com a inclusão da categoria vigente do home-office. Ademais, cabe aos setores fornecedores de serviços o oferecimento de ferramentas necessária para os trabalhadores remotos, como também a capacitação profissional destes para que a relação trabalhador-empresa ultrapasse o objetivo de acúmulo de capital e passe a colaborar com o desenvolvimento profissional e pessoal dos colaboradores. Favorecendo assim a melhoria na qualidade de vida e execução de direitos existentes.