Perspectivas e desafios do trabalho remoto em questão no Brasil

Enviada em 09/08/2022

“A essência dos Direitos humanos é o direito a ter direitos. Essa frase, da filósofa Hannah Arendt, aponta para a importância de os direitos serem mantidos na sociedade. No entanto, no que concerne à questão das perspectivas e desafios do trabalho remoto em questão no Brasil, verifica-se uma lacuna na manutenção dos direitos humanos, o que configura um grave problema. Nesse contexto, percebe-se a configuração de um complexo problema que se enraíza, no silenciamento e na falta de legislação.

Nesse cenário, em primeiro plano, é preciso atentar para o silenciamento presente na questão. De acordo com a filósofa brasileira Dijamila Ribeiro, é necessário tirar os problemas da invisibilidade para, assim, encontrar soluções. Segundo essa afirmação, a questão das perspectivas e desafios do trabalho remoto no país carece da devida atenção e debates necessários, o que, consequentemente, gera uma neblina acerca da problemática e um aumento exponencial do número de colaboradores que sofrem com os malefícios do burnout e ansiedade gerados pelas horas excedentes na jornada de trabalho.

Além disso, cabe ressaltar que a falta de legislação é um forte impecilho para a resolução do problema. A série americana “Ruptura” faz uma crítica às grandes corporações que exaurem ao máximo seus funcionários, restando, ao final do dia, grandes obstáculos mentais a serem superados. A falta de leis trabalhistas, específicas, que asseguram a dignidade dos trabalhadores remotos é algo a ser corrigido, frente a uma realidade onde, apenas, 48% deles pretendem deixar essa forma de trabalho.

Portanto, urge que o broblema seja dissolvido. É fundamental, portanto, a criação de ações que popularizem os malefícios gerados pelas jornadas extensas de trabalho, pelo Ministério do Trabalho, em parceria com o Ministério Público. Tais ações devem se dar por meio de vídeos nas redes sociais sobre a responsabilidade e importância que o ambiente de trabalho, seja ele em casa, ou não, tem na formação de uma opinião coletiva e dos indivíduos enquanto seres singulares, além de relatos de experiência, dados estatísticos, visando a quebra de paradigmas socialmente alimentados.