Perspectivas e desafios do trabalho remoto em questão no Brasil

Enviada em 31/07/2022

Constante evolução

A quarta revolução industrial trouxe consigo a interligação do mundo virtual e real. Criando novas possibilidades dentro do mercado de trabalho como o “home office” ou trabalho remoto. Tal cenário trouxe novas perspectivas e desafios ao trabalho no Brasil, destacando nesse aspecto, o excesso de jornada e a falta de estrutura para trabalhar.

Em primeira análise, ressalta-se o excesso de jornada. Segundo o Jornal folha de São Paulo, o isolamento social da Covid-19 aumentou em mais de 70% as denúncias aos órgãos trabalhistas de abuso de expediente. A fronteira entre vida pessoal e profissional quase deixou de existir, visto que não há um horário predeterminado de entrada e saída. Embora o “home office” tenha sido regulamentado em 2017, somente em 2022 modificou-se a legislação para assegurar direitos aos contratados, prejudicando diretamente a qualidade de vida dos trabalhadores pela ausência de fiscalização e possibilitando ao empregador mais brechas para sucatear direitos já adquiridos.

Ademais, é fundamental pontuar a falta de estrutura para trabalhar. Para sociólogo Florestan Fernandes, o Brasil é marcado por discrepâncias socioeconômicas. Consoante com o pensamento, a pesquisa feita pelo jornal G1 em 2020 evidenciou que somente 65% dos brasileiros têm acesso a internet, sendo a maioria dos acessos realizados por dispositivos móveis. Isso no contexto em questão, é gravíssimo, pois grande parte da parcela brasileira, não possui ferramentas adequadas para trabalhar, o que promove a segregação ao mercado como o que ocorreu por exemplo com o jovem Vitor Eleotério do Rio de Janeiro que não conseguiu uma vaga de emprego por não possuir computador.

Portanto, para mitigar esses problemas, cabe ao Governo Federal, juntamente como Ministério do trabalho, criar comissão destinada a fiscalizar o cumprimento das leis já existentes, por meio de visitas mensais as empresas que ofertam serviços de “home office”, com objetivo de assegurar os direitos já adquiridos. Concomitante, criar projeto de lei que disponibilize recursos básicos, como internet e computadores, com a finalidade de reduzir a segregação ao mercado.