Perspectivas e desafios do trabalho remoto em questão no Brasil
Enviada em 29/07/2022
No ápice da pandemia devido ao Coronavírus, o surgimento do trabalho remoto trouxe diversos benefícios para os trabalhadores que tinham condições de acesso às tecnologias necessárias, podendo continuar a serem produtivos de casa. Entretanto, vale enfatizar que diversos desafios também fazem parte da hodiernidade remota, máxime para os indivíduos que não têm conhecimento das ferramentas virtuais necessárias para a realização do seu trabalho.
Em primeira análise, salienta-se o benefício da continuidade dos ofícios, por exemplo, dos professores, durante o recente período pandêmico, que, graças ao advento do trabalho remoto, muitos conseguiram continuar a exercer sua profissão ao mesmo tempo que estavam no requerido isolamento social. Ademais, para os que tinham condições econômicas suficientes para obterem acesso à internet e a computadores em casa, esse benefício ficou ainda mais evidente, pois, com um “pc” e uma conexão eficaz, não haviam dificuldades para pesquisar no “Youtube”, por exemplo, o conhecimento necessário para o trabalho.
Em contraste a isso, vale ressaltar os desafios presentes a partir do surgimento do ‘‘home office’’, principalmente na questão do conhecimento esperado dos usuários quanto às ferramentas virtuais. Nesse sentido, segundo a revista ‘‘Forbes’’, até o início de 2022, foi percebida a demissão de vários docentes, que, pela falta de acesso ou tempo, não conseguiram obter tal conhecimento, máxime para os trabalhadores de áreas periféricas, que não possuiam computadores ou celulares capazes de acessar ferramentas, como o Zoom, para videochamadas, com suas empresas. Com isso, fica, então, evidente, a necessidade da democratização do acesso ao conhecimento requerido para o trabalho remoto no Brasil.
Destarte, visando diminuir os desafios sobre as questões que envolvem o ‘‘home office’’ na sociedade brasileira, torna-se imperativa a criação de soluções que democratizem o acesso ao conhecimento das ferramentas necessárias para sua execução. Para tal feito, cabe ao Ministério da Educação, junto ao Ministério Economia, a disponibilização de pontos de internet gratuita nas áreas periféricas, assim como a publicação, nas redes sociais, de vídeos que ensinem os indivíduos a utilizar as ferramentas virtuais necessárias para a realização do seu trabalho.