Perspectivas e desafios do ENEM Digital

Enviada em 13/08/2020

“No meio do caminho tinha uma pedra, tinha uma pedra no meio do caminho”. Por meio desse trecho do grande poeta brasileiro Carlos Drummond de Andrade, pode-se perceber que o homem ao longo de seu desenvolvimento encontra obstáculos em sua caminhada. É verídico que a internet, no contexto atual, é essencial para que se consiga adquirir uma boa participação em reuniões e aulas. No entanto no Brasil, existe uma grande desigualdade, e muitas pessoas não tem acesso à internet, e  nem computadores, assim não poderão treinar e nem se acostumar à prova digital do ENEM 2020. Dessa forma percebe-se que faltam recursos para apoiar quem se encontra nessa situação. Nesse sentido, é necessário que subterfúgios sejam encontrados a fim de resolver essa inercial problemática.

A educação é o fator principal no desenvolvimento de um país. Hodiernamente, ocupando o décimo quinto lugar na economia mundial, é sensato pensar que o Brasil esteja se virando bem no contexto atual, com relação ao uso da internet, porém, dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que 45,9 milhões de brasileiros ainda não possuem acesso à internet. É fundamental expor a desigualdade que está presente, visto que nem todos possuem acesso à internet, deste modo, não podem assistir as aulas com propósito de aprender os conteúdos necessários, e não poderão estudar a parte para a realização de uma prova excepcional.

Por conseguinte, é necessário ressaltar a possibilidade de problemas com infraestrutura como uma outra desvantagem. Partindo desse pressuposto, pode-se imaginar que a melhor escolha é executar a prova impressa, entretanto, problemas de distribuição podem ocorrer, e resultar em problemas nas duas formas da prova. Tudo isso deixa os futuros executores das provas de mãos atadas diante de tantas possibilidades de falhas.

Assim, medidas exequíveis devem ser tomadas para que a prova digital do ENEM seja executada sem a ocorrência de erros. Portanto,  o governo deve investir para disponibilizar cursos gratuitos, dando prioridade as escolas públicas, e deve também disponibilizar a internet aos que não possuem tal recurso. Assim diminuindo a desvantagem que possuem essas pessoas e gerando uma igualdade mais perceptível na execução da prova.