Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil
Enviada em 29/07/2021
A internet no Brasil se iniciou no ano de 1988 e somente anos depois foi destinada a usuários domésticos e de empresas. Por conseguinte, diversas foram as transformações sociais ocasionadas, tais como o modo de aprendizagem dos estudantes. Dessa forma, a nova modalidade de educação remota se impôs na contemporaneidade e, assim, emergiu pontos positivos e negativos, além de evidenciar a desigualdade social entre o estudantes brasileiros.
A priori, é importante destacar que a educação a distância é uma tendência inevitável, em decorrência dos avanços tecnológicos. Nessa perspectiva, segundo o jornal O Globo, nos últimos anos os cursos oferecidos a distância cresceram exponencialmente. Essa explosão trouxe à tona perspectivas positivas e negativas desta nova modalidade de ensino. Dessa forma, é interessante ressaltar que a educação a distancia propicia mensalidades mais acessíveis, flexibilidade do tempo e a não necessidade de locomoção. Em contrapartida, estudar por meio de uma tele de computador, por exemplo, reduz a interação com o professor e a necessidade de o aluno ser autodidata.
Além disso, em decorrência da proeminente desigualdade social do Brasil, a educação a distância infelizmente ainda é uma realidade para poucos. Nessa óptica, a revista Veja, durante a pandemia da COVID-19, divulgou uma reportagem sobre as dificuldades que diversos alunos das classes menos favorecidas enfrentaram quanto ao ensino remoto. Desse modo, muitos estudantes, isolados em suas residências para refrear a propagação do vírus, não possuíam acesso a internet de boa qualidade, equipamentos eletrônicos adequados e tão pouco ambiente propício para estudos. Assim, o ensino a distância enfrenta desafios a serem superados.
Torna-se evidente, portanto, que o Ministério da Tecnologia crie políticas sociais a fim de que diversas regiões do Brasil, que habitam, sobretudo, pessoas com poucos recursos financeiros, tenham acesso a internet gratuita e de qualidade. Além disso, é importante ofertar equipamentos eletrônicos para os estudantes que não possuem recursos financeiros. Isso pode ser realizado por meio de pesquisas que mapeiem as regiões carentes e os estudantes, sendo imprescindível convidar cientistas das universidades brasileiras que refletem sobre o tema para ajudar a confeccionar tais políticas. Assim, será possível, ao menos, encarar os obstáculos da educação a distância no Brasil.