Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil
Enviada em 18/06/2021
A modalidade de Ensino a Distância (EAD), é conhecida em sociedade a mais de 200 anos, chegando ao Brasil no ano de 1904, por meio de cursos para datilógrafos via correspondências. De modo que, passado alguns anos, com o desenvolvimeno desta modalidade, o Ministério da Educação (MEC) sancionou uma lei que a regularizasse, tornando-a válida em todo território nacional. Conquanto, ao se deparar com novas formas de ensino, é impreterível observar qual o reflexo que ocasiona na sociedade como um todo. Diante dessa perspectiva, faz-se necessário a análise das desigualdades sociais que podem ser geradas, bem como, evidenciar as problemáticas que surgem ao afastar o jovem e a criança da escola presencial pública.
Em uma primeira análise, destaca-se os problemas de acessibilidade atrelados à falta de recursos financeiros por grande parte da população. Nesse sentido, segundo o censo de 2019 apresentado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 22% da população brasileira não possuía acesso a internet. Ainda nessa perspectiva, o Canal de Televisão CNN Brasil, divulgou que em 2021 aproximadamente 13% dos habitantes do país encontram-se abaixo da linha da pobreza. Nessa conformidade, é evidente que a falta de recursos é geradora de discrepâncias sociais quando posta a educação em jogo, tornando o cenário EAD mais um meio elitizado, onde parte dos povos de baixa renda não possuem formas concretizadas de aprendizado, criando uma exclusão dgital e um abismo na rede de ensino.
Ademais, é elementar apontar que o afastamento do ensino presencial, principalmente, nas escolas públicas, é condição impulsionadora para precariedade no desenvolvimento de jovéns e crianças, visto que, muitos são de famílias carentes e necessitam do tempo escolar para realizar uma alimentação saudável e de qualidade. De tal forma, justifica-se a indispensabilidade do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), que tem por objetivo contribuir para a aprendizagem, o rendimento escolar e a formação de práticas alimentares para a população escolar brasileira. Diante de tal exposto, é fundamental que o prosseguimento do EAD não gere o egresso dessa população, a fim de que seja possível atingir um cenário pedagogo disponível à diversas classes sociais.
Depreende-se, portanto, a necessidade de combarter esses obstáculos. Para tanto, é substancial que o MEC, por intermédio do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), preste assistência técnica e financeira aos municípios, com o intuito de desenvolver melhor os programas de políticas públicas. Tal como, em momentos de necessidade do afastamento escolar, providenciem políticas digitais para que os alunos possam ter acesso e, assim, a educação alcançar a todos.