Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil
Enviada em 25/05/2021
Para amadurecer-se pelo EAD, há de se amadurecer para o EAD.
O ensino à distância, EAD, é uma forma de didática em que se usa da internet e tecnologias (em vídeo-aulas, por exemplo) a fim de remover condições que bloqueiem ou atrapalhem a educação mais interpessoal, como em sala de aula. Porém, o EAD, ainda novo, é frágil e exige perspicácia, pois sua sobrevivência e bom encaminhamento dependem de sutis escolhas de métodos e prioridades, tanto da parte de quem lhe oferece, quanto dos usuários, alunos.
Dessa forma, encontra-se diversos obstáculos nessa prática, como a falta de garantia sobre o bom aprendizado do aluno, visto que o contato com o professor se torna menor, além de ser difícil assegurar se o interesse do estudante é no aprendizado ou apenas em obter o diploma; e nesses pontos é requerida a supracitada perspicácia das instituições e o bom escalonamento das prioridades dos alunos. Além disso, sem o devido cuidado, pode haver precarização e o mal pagamento dos profissionais, como o caso antiético em que um professor seja contratado, obrigado a gravar aulas (que permanecerão registradas), e rapidamente sofra demissão. Por isso, a tal perspicácia e destreza em perceber e conter tais ações é essencial, assim como muitos outros “furos” no método.
Assim sendo, desde que haja uma direção hábil, que se pode efetuar através do conhecimento científico na área e bons interesses de quem provê e recebe o ensino, a esperança se dá em sua potência de democratizar a educação. Isso se deve ao baixo custo dos cursos, por não haver tamanho estabelecimento físico, como escolas, e à não exigência de longos tempos livres, por razão de serem gravadas as aulas, permitindo que se estude nos momentos convenientes, apesar de que, para a democratização da informação, seja necessária a da internet antes.
Todavia, as virtudes ainda são mais, como a possibilidade de se desenvolver tão sofisticado conteúdo audiovisual para aulas, de forma lúdica mais didática que ao presencial, ao ponto de beneficiar intensamente a qualidade de ensino e aumentar significativamente o número de indivídos com boa escolaridade, ou amplo paradigma de mundo. Outrossim, Leandro Teles, escritor e membro da Academia Brasileira de Neurologia, afirma que, para um alocamento mais eficaz de vivências na memória, por conta do espaço compartilhado entre ela e as emoções no cérebro, são necessários sentimentos mais marcantes, o que seria facilmente atingido por produções audiovisuais para o EAD.
Considerando as condições citadas acima, pode-se concluir que, se houver uma política estatal para livre acesso a boa internet, assim como regras, leis e protocolos, que prevejam e repreendam usos antiéticos desse recente método, como o citado, o EAD servirá de forte ferramenta ao futuro humano.