Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil

Enviada em 24/05/2021

A escola (do grego scholé, através do termo latino schola) tinha como significado, “discussão ou conferência”, mas também “folga ou ócio”. Este último significado, no caso, seria um tempo ocioso onde era possível ter uma conversa interessante e educativa. Hoje é uma instituição concebida para o ensino de alunos sob a direção de professores. A maioria dos países tem sistemas formais de educação, que geralmente são obrigatórios. Portanto com pandemia do Covid-19 foi necessário o fechamento das escolas, e a utilização do EAD (Ensino a Distância), utilizada para identificar a modalidade de ensino ocorrida em ambiente virtual, logo este ensino não é totalmente eficaz, pois, é, muita das vezes, defasada e entregue a uma parcela restrita da população.

Logo, é plausível destacar uma das maiores vantagens da educação presencial: a interação mais intensa entre aluno e professor. Segundo o filósofo antigo Sócrates, ter esse contato é fundamental, o que o fazia abdicar constantemente dos livros e dedicar-se, apenas, ao diálogo, pois somente assim, segundo ele, conseguiria dar a luz ao conhecimento. De maneia contraria ao seu sistema, por se tratar de um processo mecanizado, tal interação online se mostra superficial, especialmente nos casos em que o contato humano é muito importante, como os cursos de profissões que lidam rotineiramente e diretamente com pessoas. Desse modo, indivíduos entram no mercado de trabalho despreparados, evidenciando a carência do ensino.

No entanto, apesar da defasagem, a educação a distância é uma ótima alternativa para quem busca otimizar o tempo ou por quem, por diversos outros motivos – como distância –, não consegue cursar o que deseja presencialmente. No geral, para que isso seja efetivamente válido e democrático, a universalização da internet deveria ser uma realidade nacional, o que não observa-se no Brasil. Segundo a Pnad (Pesquisa nacional por Amostra Domiciliar), em uma pesquisa de 2016, cerca de 21,6% dos lares do país não tem acesso a internet. Consequentemente, tal questão torna-se um impasse para a priorização do método online de aprendizagem, sendo tratado, ainda, como alternativa e não como opção.

Dessa forma, diante dos fatos citados, fica evidente a necessidade de aprimoramento da educação a distância no Brasil. Antes de tudo, é de suma importância que o Governo Federal, em conjunto com o IBGE (O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), faça o mapeamento das áreas de ausência de internet e, em seguida, desenvolva projetos, por intermédio de incentivos fiscais às empresas que oferecem o serviço, de barateamento dos pacotes nas regiões, expandido aos poucos o uso.