Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil
Enviada em 05/07/2021
Na obra “Utopia” de Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, a qual se padroniza pela ausência de conflitos e problemas sociais. Todavia, fora da ficção, tal premissa não se faz corrente no contexto brasileiro vigente, uma vez que, embora a educação a distância permita uma maior praticidade no âmbito educativo, esse sistema não é democratizado no Brasil contemporâneo devido à disparidade socioeconômica. Desse modo, torna-se preciso estabelecer medidas que solucionem o impasse.
Sob esse prisma, durante a Segunda Revolução Industrial, o desenvolvimento dos automóveis possibilitou uma maior facilidade de locomoção dos indivíduos, o que contribuiu à realização das tarefas diárias no meio urbano. Diante dessa perspectiva, hodiernamente, de forma análoga a esse acontecimento histórico, com a ascensão e o desdobramento dos meios digitais, o sistema educacional foi beneficiado pela praticidade de ensino, decorrente da sua modelação pela utilização da tecnologia. Dessa forma, tal cenário possibilitou o surgimento da educação a distância, a qual forneceu, ao garantir o acesso a aulas, sem o contato presencial, maior funcionalidade aos usuários.
Contudo, grande parte da esfera social brasileira não desfruta de tal processo, dado que, de acordo com o índice Gini, o Brasil está entre as dez nações mais desiguais do mundo. Nesse contexto, tendo em vista a marcante disparidade socioeconômica do país e que diversos aparelhos digitais têm alto custo no mercado, vários indivíduos não possuem acessibilidade a educação a distancia, em virtude de seu baixo poder aquisitivo, o que torna esse modelo educacional uma utopia para os marginalizados. Dessa maneira, nota-se a existência da falta de democratização do acesso ao ensino a distância e a consequente exclusão socioeducativa da população periférica no Brasil.
Portanto, percebe-se imprescindível a necessidade de modificar essa realidade brasileira. Para isso, o governo deve, por meio de um projeto social de inclusão, disponibilizar, aos indivíduos que vivem em situação precária, aparelhos digitais, para que esses marginalizados possuam acesso ao ensino a distância e desfrutem de seus benefícios e, nessa conjuntura, a democratização do processo educacional citado seja concretizada e a população desvalida não permaneça exclusa dos desdobramentos da tecnologia no ambiente socioeducativo. Destarte, tais medidas visam combater o impasse e reduzir a discrepância entre a realidade do Brasil e o que é retratado na obra “Utopia”.