Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil

Enviada em 30/05/2020

Em 1975 com a TVE surge o primeiro modelo de EAD no Brasil e, que com os avanços tecnológicos e a ampliação da troca de informações, aumentaria consideravelmente no decorrer dos anos. Todavia, o modelo vigente de educação e a falta de acesso ferramentas tecnológicas são um entreve para o avanço do estudo a distância.

A priori, cabe analisar os impactos culturais que a modalidade EAD provoca na sociedade. O modelo vigente de educação que coloca o aluno em submissão ao professor foi herdado do Iluminismo e pouco contribui para o avanço da educação a distancia. Por ora, o estudante brasileiro deve ser capaz de se adequar aos diferentes modos de ensino, visto que, segundo o sociólogo Pierre Lévy vivemos em uma Cibercultura onde diversas áreas do conhecimento podem ser interligadas criando novas formas de interação e socialização.

Por conseguinte, a desigualdade social também é um fator de agravo para a universalização do conhecimento. De acordo com o teórico Jean Jacques Rousseau, a desigualdade é um fenômeno que tende sempre a se intensificar no contexto social, uma vez que as famílias mais pobres tem menor nível de instrução e, portanto possuem maior dificuldade em alavancar seu próprio desenvolvimento. Mediante tal situação, aqueles que não possuem aparelhos eletrônicos ou acesso a serviços de internet seriam os mais prejudicados, doravante o investimento em políticas públicas de acesso à internet deve ser intensificado.

Portanto, o estudo a distância não se trata apenas um maneira de transmissão de conhecimento isolada e unilateral. Logo, cabe ao Governo Federal a criação de programas que visem à integração de áreas que não possuem acesso a serviços de internet. O governo também deve fortalecer as redes de televisão estatais, ampliando seu conteúdo programático a fim de contribuir para a universalização do conhecimento. Para isso, instituições como o MEC podem contribuir para a construção de um currículo educacional eficiente.