Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil

Enviada em 28/05/2020

Na década de 1960, com a popularização da televisão, o governo brasileiro acreditava na ideia da TV como instrumento educacional. É nesse contexto que o meio de comunicação crescente toma espaço na Educação a Distância no Brasil. No entanto, apersar do crescimento ano após ano, o modelo apresenta desafios e limitações ao ser restrito a apenas uma parcela da população e apresentar conteúdo duvidoso.

Principamente por o Brasil ser um país de proporcões continentais, apresenta lugares ausentes do ensino presencial de qualidade. Logo, a EAD tornou - se uma possibilidade alternativa, não só pelo custo reduzido mais também ao facilitar aqueles que moram longe. Apesar do sociólogo Manuel Castelles estar correto em seu livro “Sociedade em rede” ao dizer sobre a descentralização do conhecimento pela internet possibilitar um acesso mais democrático, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que a cada quatro pessoas no Brasil apenas uma tem acesso a internet. Sendo assim, as classes mais baixas, são prejudicadas e excluídas desse ensino.

Constamente a qualidade da EAD é contestada. A aprendizagem presencial é diferente da a distância. Os profissionais dessa área devem ser bem preparados, tanto no aspecto didático quanto no tecnológico. Muitos professores ainda não sabem lecionar a um “aluno invisível”. Desse modo, deixam a desejar, promovendo aulas online de baixa qualidade e superficiais. Além disso, a fiscalização ineficiente, facilita a ação de instituições e sistes que visam apenas o lucro, conhecidos popularmente como “indústria de diplomas”. Por isso os indivíduos concluiriam o curso despreparados, evidenciando a carência do modelo EAD.

Diante dos fatos apresentados, fica evidente a necessidade de aprimoramento da Educação a Distância no Brasil. A fiscalizacão dos cursos onlines por parte do Ministério da Educação devem ser melhorados e mais rígidos por meio de pesquisas e provas de qualidade que avaliem o desempenho dessas empresas, para que uma boa qualidade e segurança dos alunos seja alcançada. Por fim, é de suma importância que o Governo Federal apresente incentivos fiscais à empresas de internet em áreas ausentes da mesma, para que possam expandir o seu uso. Assim, séria possível, o ensino online não só como atividade complementar, como também alternativa e eficaz.