Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil

Enviada em 31/05/2020

Conforme o Artigo 205 da  Constituição Federal de 1988, todos têm direito a educação, e é dever do Estado propiciar meios que viabilizem seu exercício. Entretanto, quando observa-se a questão da educação a distância no Brasil, é notável que ainda há muitos problemas a serem solucionados. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: a falta de inclusão digital e a qualidade contestável em algumas situações.

Primeiramente, é indubitável que mesmo com o avanço das tecnologias, muitas pessoas não têm acesso à Internet no país. Segundo os dados do IBGE, mais de 25% da população não possui acesso à rede, e dois dos principais motivos alegados é o fato do serviço ser caro e o baixo poder aquisitivo para adquirir bens que permitam a conexão com a mesma. Com isso, os indivíduos de classe baixa acabam sendo vítimas da exclusão digital.

Outrossim, é notório que alguns serviços de educação, que são ofertados, são de péssima qualidade. De acordo com o sociólogo Edgar Morin, não é a quantidade de informações que dará conhecimento, mas sim a maneira que o conteúdo presente nesta irá tornar o indivíduo capaz de lidar com situações parecidas no cotidiano. Conquanto, as instituições educacionais, muitas vezes, fornecem um ensino superficial pela rede, atuando apenas como “fábricas” de diplomas.

Em suma, fica evidente a necessidade de medidas que venham superar as perspectivas e os desafios do EAD no Estado. Por conseguinte, cabe ao Governo Federal garantir Internet de qualidade e meios de acesso à esta de maneira gratuita, para que haja democratização. Ademais, o Ministério da Educação deve intensificar a fiscalização às fundações, autorizando ou privando alguns conteúdos, a fim de melhorar a qualidade do sistema educacional a distância. Somente assim, o Artigo 205 será cumprido e a superficialidade dos conteúdos serão extintos.