Permanência do "pão e circo" no Brasil

Enviada em 03/04/2024

Segundo historiadores, da Roma antiga, os imperadores adotavam a política de “pão e circo” como medida cautelar à possiveis revoltas devido ao grande descontentamento da população com a fome e a miséria, entretanto, não é uma política exclusiva da época. Depois de repaginada o “pão” virou o bolsa família e o “circo” tornou-se o carnaval e as partidas de futebol, infelizmente, os problemas continuam semelhante e com o mesmo tratamento esdrúxulo por parte dos governantes atuais.

As politicas de redistribuição de renda embora essenciais e fundamentadas no artigo 5º da Constituição federal de 1988 estão sendo usadas com novo propósito: eleitoreiro. Fica evidente o desvio de finalidade quando se constata a ausência de outras medidas fundamentais para mudar a vida das pessoas como: a geração de empregos e a melhoria da educação nas escolas. Sendo assim a classe política continua com seus milhões no bolso e a população continua apaziguada com o bolsa família e outros benefícios.

Soma-se ainda como política “apaziguadora” da união (“circo” no contexto romano) os grandes incentivos à agremiações esportivas, escolas de sambas e os mega eventos realizados no pais como: a copa do mundo de 2014 e as olimpiadas de 2016. De acordo com o colunista esportivo Rodrigo Mattos, os maiores clubes do Brasil somam juntos 4 bilhões de dívidas tributárias, que estão sendo pagas em longínquas parcelas. Logo fica claro o apoio desproporcional dado ao esporte que é considerado símbolo e o orgulho do brasileiro.

Desta forma é possível afirmar que tais políticas causam pouco ou nenhum efeito prático na vida das pessoas, em suma os governantes precisam agir com seriedade buscando ações eficazes para combater a desigualdade e consequentimente as mazelas da miséria no Brasil. Além do mais a população tem que desacomodar e cobrar com rigor os politicos, somente assim o país poderá sonhar com um futuro diferente.