Perigos da obsolescência programada

Enviada em 05/11/2020

Exercer a cidadania é ter consciência de suas obrigações e lutar para colocar em pratica o que é justo e correto a partir do pleno conhecimento de seus direitos e deveres. Entretanto, quando se observa a obsolescência programada, nota-se que nem todos exercem seu papel de cidadão. Nesse sentido, vale ressaltar que o individualismo, bem como a falta de aplicação das leis são fatores que contribuem para esse problema.

Em primeiro plano, é importante salientar o que defende o sociólogo Zygmunt Bauman na obra “Modernidade Líquida”. Para ele, o individualismo é uma das principais características – e o maior conflito – da pós-modernidade, posto isso é notório perceber que esse individualismo causa a obsolescência, por causa disso as empresas tendem a pensar somente no lucro, e deixam em segundo plano o meio ambiente e o planejamento econômico do indivíduo.

Na mitologia grega, Sísifo foi condenado por Zeus a rolar uma enorme pedra morro acima eternamente. Todos os dias Sísifo atingia o topo do rochedo, contudo era vencido pela exaustão, assim a pedra retornava à base. Hodiernamente, esse mito assemelha-se a aplicação das leis para o bem-estar da população. Nesse contexto, não há dúvidas que o enfrentamento dessa obsolescência planejada é um desafio no Brasil o qual ocorre devido não só pela omissão da falta de aplicação das leis, mas também pela omissão do poder público. Portanto, medidas são necessárias para resolver esse problema.

Cabe ao poder público criar um projeto para obrigar os fabricantes a estender o prazo de garantia e incentivar a oferta de reparos em lojas, além de assistência técnica autorizada. Uma vez que somente com essas medidas podemos melhorar a saude da populacao e preservar o meio ambiente para as geracoes futuras. Desse modo, a realidade distancia-se- á do mito grego e os Sísifos brasileiros vencerão o desafio de Zeus.