Perigos da obsolescência programada
Enviada em 13/10/2020
A obsolescência programada é definida como um fenômeno causado pelas indústrias, as quais estimulam a troca de produtos tecnológicos cada vez mais frequente - com a fabricação destes de modo que torne-se rapidamente obsoleto. Este fato é cada vez mais comum atualmente e está relacionado, principalmente, às indústrias eletrônicas, portanto pode levantar problemas como o excesso de lixo eletrônico e questões sobre seu descarte adequado.
Segundo a ONU, até 2010, a quantidade de lixo eletrônico passou para 150 milhões de toneladas anuais, e de acordo com a revista Galileu, a cada ano 1,5 bilhão de celulares são substituídos no mundo, o que demonstra o consumo excessivo de eletrônicos por parte da população. E as absurdas quantidades de lixo gerado, por conta das indústrias já planejarem seu produto com o objetivo de apresentarem defeitos rapidamente e incentivar o consumo de novos produtos.
Além disso, o lixo eletrônico pode conter substâncias prejudiciais ao meio ambiente e à saúde humana, como o mercúrio - o qual é encontrado em sensores, baterias, termostatos, etc - que causa danos no cérebro e rins, e possui efeito cumulativo nos organismos vivos. Ademais, aparelhos eletrônicos são frequentemente descartados incorretamente no Brasil, visto que - de acordo com o IBGE e a CEMPRE - das 188 toneladas de resíduos coletadas por dia no país, apenas 12% desse lixo é reciclado e apenas 8% das cidades possuem coleta seletiva.
Portanto, as melhores soluções para reduzir este fenômeno e seus efeitos é necessária a conscientização da população, por meio de uma palestra online do Ministério da Educação nas redes sociais, para que os brasileiros se atentem às tentativas das indústrias de incentivar o consumismo e quanto ao descarte correto de lixo eletrônico. Bem como o Ministério do Meio Ambiente deve tomar medidas para ampliar o acesso da população à formas corretas de descartar o lixo.