Perigos da obsolescência programada

Enviada em 07/10/2020

O documentário a história das coisas estabelece uma reflexão no modo como os estágios da economia afetam o meio ambiente e a sociedade. Além disso, no depoimento, através de um analista de vendas é afirmado que as coisas precisam ser consumidas, destruídas e substituídas em um ritmo cada vez maior. Neste contexto, é indiscutível a relação do documentário com o cenário da contemporaneidade, que está vivenciando a obsolescência programada. Destarte, torna-se fundamental  que o Estado analise recursos para solucionar os perigos da problemática em questão. Visto que, o contratempo faz com que haja uma produção exacerbada de lixo, acentuada a descartes inadequados.

Em primeiro lugar, com a Revolução Industrial, ocorreram inúmeros avanços tecnológicos, como o aprimoramento em eletrodomésticos e eletrônicos. Por um lado, estas inovações contribuíram beneficamente. Entretanto, sabe-se que estes materiais devem ser descartados em lugares adequados, já que estes transportam consigo substâncias tóxicas e nocivas ao meio ambiente. Embora, haja espaços para estes rejeitos na atualidade, esse sistema apresenta falhas e necessita de uma retificação, uma vez que esses elementos descartados expele partículas de mercúrio e cádmio que são extremamente prejudiciais a natureza.

Outrossim, cabe salientar que, segundo o filósofo Zygmunt Bauman, não se pode escapar do consumo, isto faz parte do metabolismo humano, o problema não é consumir, é o desejo insaciável de continuar consumido. Sabe-se que as propagandas televisivas foram criadas para persuadir o telespectador. Os publicitários que as criam exercem um poder de manipulação enorme, utilizando recursos como repetições exaustivas, artifícios visuais , criando um desejo de consumo desnecessário. Desse modo, pode-se perceber que os controles midiáticos atuam junto à obsolescência, já que ambos os fatores impulsionam o consumo exacerbado.

Portanto, é mister que o Estado tome providências, para solucionar os perigos do quadro atual. Para que a população seja conscientizada, urge que o Ministério de Educação e Cultura (MEC),juntamente com os criadores dos equipamentos, atue na criação de projetos escolares, como palestras e campanhas, com o intuito de instruir os estudantes sobre os malefícios do consumismo exacerbado tanto no desenvolvimento pessoal, como ao meio ambiente. Isto por intermédio da própria instituição, que irá inserir na grade curricular uma matéria direcionada para estes fins. Este é um dos caminhos para solucionar os perigos da obsolescência programada.