Perigos da obsolescência programada

Enviada em 02/10/2020

Não é novidade que os processos de obsolescência programada estimulados pelo Toyotismo trouxeram grandes benefícios para a economia mundial. Embora seja uma conquista, tais processos nem sempre foram positivos, visto que alguns perigos ainda existem. Nesse contexto, nota-se que a obsolescência programada também ocasionou sérios impactos sociais e ambientais que precisam ser revertidos.

Em primeira instância, ressalta-se que a elevada procura por produtos de última geração gerou um significativo impacto social - o consumismo. De acordo com a Fundação de Energia e Inovação Sustentável (FENISS), um smartphone poderia ter uma vida útil de 12 a 15 anos se não fosse a obsolescência programada. Nesse sentido, vale destacar que ainda segundo a Fundação, atualmente, a vida útil desses aparelhos é de no máximo dois anos, o que faz com que as pessoas consumam muito mais produtos do que o necessário em um curto período de tempo.

Um outro perigo decorrente da pré-programação é a alta produção do lixo eletrônico. Segundo o site da Revista Galileu, apenas 3% do lixo eletrônico do Brasil é descartado de maneira adequada. Nesse viés, faz-se evidente que a produção desenfreada de equipamentos eletrônicos traz sérios danos para sociedade e o meio ambiente, uma que ao serem dispensados, irregularmente, podem provocar a contaminação do solo e da água, e em contato com o ser humano, pode provocar doenças graves.

Portanto, é fundamental que o Estado tome medidas para reverter tais problemáticas. Sendo assim, cabe ao Ministério do Meio Ambiente juntamente com Ministério das Comunicações, por meio da mídia, realizar campanhas no intuito de informar e orientar a população sobre o consumo consciente, além de desenvolver centros de reciclagem para que seja possível descartar o lixo eletrônico de forma correta, a fim de evitar que problemas sociais e ambientais oriundos da obsolescência programada sejam recorrentes.