Perigos da obsolescência programada
Enviada em 03/08/2020
A obsolescência programada nada mais é que uma estratégia utilizada pelas indústrias (geralmente de produtos eletrônicos) para fazer com que o consumidor realize o ciclo de compra em um tempo cada vez mais curto, gerando lucros mais rápidos. Tal prática é facilmente observada no mercado de smartphones, por exemplo, já que a onda de lançamentos faz com que os compradores compulsivos troquem de aparelho literalmente a cada ano. Mas será que tal prática só gera consequências unilaterais?
A resposta é não. Já que os produtos adquiridos estão sendo trocados com uma frequência cada vez maior, o aumento da produção de lixo é uma consequência direta. Mas este lixo muitas vezes não tem o descarte adequado, e acaba por contaminar o solo e prejudicar a fauna e a flora. O manejo apropriado de tais materiais é necessário devido a presença de materiais como chumbo, bário e mercúrio, que são nocivos ao planeta e principalmente a saúde dos seres vivos.
Ademais, é válido ressaltar que todo consumidor tem o direito de obter as informações de fabricação, uso, validade e descarte de sua aquisição assegurado no CDC (Código de Defesa do Consumidor).
Portanto, é de vital importância que o Estado (que detém projetos e fiscaliza as leis ambientais) e as empresas que utilizam tais materiais conscientizem a população sobre como descartar seus eletroeletrônicos (desde pilhas até geladeiras) e a importância de tal ato, como é previsto na Lei 12.305 da Política Nacional de Resíduos Sólidos.