Perigos da obsolescência programada

Enviada em 03/08/2020

A obsolescência programada foi algo criado na década de 1920 onde a industria de lâmpadas decidiu aplica-la na linha de produção, onde reduzia a vida útil dos produtos para que assim o consumidor tenha de trocá-lo com mais frequência, desse modo fazendo seus clientes terem um objeto de curto prazo e com o mesmo preço de um produto com mais tempo de vida, esse método viria a ter esse nome um pouco mais pra frente com um investidor imobiliário que visava em diminuir o tempo de vida de todos os produtos para ajudar seu país a passar pela quebra da bolsa de valores de Nova York.

Porém sua ideia foi considerada extremamente radical e não foi utilizada em 1930, por outro lado essa mesmo ideia foi utilizada depois de um certo tempo pelo designer industrial Brooks Stevens, que defendia essa ideia pois pensava que todos os consumidores desejavam produtos novos, assim sendo livres para comprá-los ou não, independentemente da duração. Com a redução da vida útil dos produtos e o desenvolvimento da propaganda, o consumidor viria a comprar o produto não por necessidade porém por impulso.

Seguindo essa linha de raciocínio, os vendedores nos vendem algo com pouco durabilidade para que compremos por hábito e impulso, assim tornando algo que deveria ser normal em um vício, além da empresa sempre usar um valor alto para um item que não virá a durar muito tempo, deste modo os consumidores deverão trocar seus produtos em um curto prazo de tempo.

Uma solução para esse problema seria no site da fabricante mostrar ao consumidor quanto tempo em média tem o produto que ele está comprando, e se a fabricante não tiver um site deverá estar escrito na caixa do produto o seu tempo médio de validade para que desse modo todos os consumidores tenham acesso a vida útil do produto que estão comprando, e dessa forma não comprem mais por impulso ou por vício e sim porque sabe-se o tempo que ficarão com seus produtos.