Os supermercados como palco de horror e racismo
Enviada em 04/05/2023
Em outubro de 1988, a sociedade conheceu um dos documentos mais importante da história do Brasil: a Constituição Cidadã, cujo o conteúdo garante à dignidade humana. Entretanto, o racismo e violência nos supermercados, impede que os brasileiros usufruem desse direito constitucional. Com efeito, a insuficiência legislativa, bem como os comportamentos raciais dos hipermercados, são iniciativas capazes de fazer com o que problema seja tratado com a devida importância.
Dessa forma, em primeira análise, a insuficiência legislativa é um desafio presente no problema. Djamila Ribeiro explica que é preciso tirar uma situação da invisibilidade para que as soluções sejam promovidas. Porém, há um silenciamento instaurado na questão dos supermercados como palco de horror e racismo, visto que pouco se fala da importância de abordar o assunto, tratando o tema como algo supérfluo. Assim, urge tirar essa situação da invisibilidade para atuar sobre ela, como defende a pensadora.
Por conseguinte, engrada-se aos comportamentos raciais dos supermercados. Posto isso, de acordo com o site Brasil de fato à 11 anos, teve diversas ocorrências da empresa Carrefour, onde um dessesseus funcionários teve o seu cadáver escondido no próprio local de trabalho, para que o hipermercado não fechasse. Diante de tal exposto, percebe-se que o problema ainda existe na sociedade. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a pendurar.
Depreende-se portanto, que é mister a atuação governamental, em relação a criminalidade e racismo nos supermercados. Assim, a fim de reverter a insuficiência legislativa que impera, cabe ao Poder Executivo Federal, mas especificamente ao Ministério Público, a criar medidas que fiscalizem estas empresas. Além disso, a mídia pode contribuir com a exposição de pessoas negras que fizeram a diferença ao longo dos séculos e inspiram as pessoas a persistirem, a lutar pelo respeito e direito do próximo, conscientizando os indivíduos que devemos ter uma sociedade ética e democrática. Somente assim, com conjuntura de tais ações, os brasileiros verão a dignidade humana referida na Constituição Cidadã como uma realidade.