Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 12/03/2018

A disseminação de informações sofreu importantes alterações com o passar do tempo, e a sua importância aumentou cada vez mais. Ao invés de se esperar meses pela chegada de uma carta, atualmente o mesmo conteúdo pode ser obtido em questão de segundos, através de e-mails e redes sociais, por exemplo. Por isso, uma calúnia, informação falsa ou mesmo conhecido como Fake News, se tornou um problema de grande proporção nessa época, pois disseminar uma injúria se tornou muito mais fácil.

Além disso, da mesma forma que a facilidade de propagação de notícias vem crescendo, a de influenciar pessoas com conteúdos falsos seguiu a mesma proporção e é pouco divulgada a existência de agências de checagem de informação, como a agência brasileira Lupa, criada em 2015. Segundo o Grupo de Pesquisa em Políticas Públicas para o Acesso à Informação (Gpopai), da Universidade de São Paulo (USP), 12 milhões de pessoas compartilham informações falsas e na maioria das vezes as mesmas não sabem da veracidade dos fatos.

Sendo assim, pelo impacto que as Fake News criam, propiciou-se a formação de um mercado paralelo de informações, onde pessoas são pagas unicamente para disseminar injúrias pela internet. Um exemplo disso pode ser observado nas eleições presidenciais americanas de 2016, que foi extremamente afetada por isso. De acordo com o documentário Fake News: Baseado em fatos reais garotos da cidade de Veles, na Macedônia, pagos supostamente pela emissora Fox News, foram responsáveis pela maioria de histórias caluniosas sobre a candidata Hillary Clinton, que afetaram substancialmente sua candidatura.

Dessa forma, percebe-se que as Fake News são um problema que tende a piorar caso não sejam tomadas as devidas providências, vindo a afetar diversas esferas importantes para a sociedade. Para que isso se reverta, o Legislativo brasileiro deve criar uma lei específica para punir a criação e disseminação de Fake News, através de debates e consultas públicas que permitam a participação popular, importantes no processo de uma constituição mais cidadã, para que haja uma diminuição ou até mesmo extinção de notícias caluniosas. Bem como o Governo federal, juntamente com agências de publicidade, devem promover campanhas publicitárias que conscientizem a população sobre a existência de agências de checagem (fact check), por meio de folhetos, propagandas na televisão e posts em redes sociais, meios de fácil acesso a sociedade. A fim de que em curto prazo o número de compartilhamentos de Fake news diminuam. Tendo em vista essas ações, não se terá um prêmio Pulitizer de calúnias no futuro.