Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 11/03/2018
Sócrates criticava o uso da retórica, pois essa visava persuadir o público sem comprometimento com a verdade. Embora o mundo esteja na era da informação, a opinião do filósofo aplica-se perfeitamente com as Fake News. Sob esse viés, é preciso analisar os perigos que as inverdades causam não só na área da saúde, mas também na política.
Primeiramente, a pós-verdade dificulta o combate de doenças, uma vez que pacientes rejeitam tratamentos por acreditarem que eles são prejudiciais. Nesse sentido,segundo o jornal El País, indivíduos estão deixando de vacinar seus filhos por acharem que as vacinas causam autismo. Por conseguinte, isso prejudica o Efeito rebanho, ou seja, quando um grande número de pessoas são vacinadas, os que não podem ser, como pacientes cancerígenos, acabam imunizados.
Outrossim, as notícias falsas geram danos na política. Recentemente, o primeiro ministro David Cameron convocou um plebiscito, e surpreendentemente, a maioria dos ingleses votaram pela saída da União Europeia. Não há dúvida que o Brexit apenas ocorreu devido à propagação de mentiras, por exemplo, que imigrantes tirariam os empregos(blocos econômicos permitem à livre circulação de seus membros).
Logo, diante do que foi exposto, medidas precisam ser tomadas para combater as Fake News. Cabe ao Ministério da Saúde esclarecer a população. Isso pode ser feito por meio de palestras com especialistas, divulgando-as em mídias sociais, a fim de evitar comportamentos danosos dos pacientes. Ademais, as pessoas devem combater a propagação de informações falsas. Através do compartilhamento apenas de conteúdos verificados em sites com credibilidade, como jornais. Para que, assim, as consequências das inverdades sejam atenuadas.