Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 09/03/2018
“Fake news” é todo noticiário calunioso, criado de forma proposital para obter ganhos que podem ser financeiros, bem como políticos. É indubitável que a utilização da internet e, consequentemente, das redes sociais se potencializou, o que facilitou o compartilhamento de informações e, também, a disseminação de notícias falsas. Dessa forma, a falta de instrução pode corroborar o impasse e causar, assim, danos à sociedade.
De acordo com Aristóteles, filósofo da Antiguidade, o ser humano tem, por natureza, o desejo de saber. Parafraseando esse pensamento, é imprescindível ressaltar que a facilidade de se disseminar uma notícia falsa ocorre, principalmente, em decorrência de essas apresentarem, geralmente, títulos chamativos e exagerados, o que acarreta curiosidade. Dessa maneira, esses fatores associados à falta de uma formação crítica dos brasileiros fazem com que a população possua uma vigilância epistêmica ineficiente, o que facilita o compartilhamento de noticias caluniosas.
Outrossim, esses fatores corroboram a utilização de notícias falsas por grupos que desejam obter benefícios políticos. Durante a Segunda Guerra Mundial, Joseph Goebbels, ministro de propaganda do partido nazista, utilizou as “fake news” para manipular politicamente a sociedade, enaltecendo o nazismo e depreciando as correntes de pensamento contrárias. Dessa maneira, é imprescindível notar que as informações falsificadas, em uma sociedade com vigilância epistêmica ruim, podem ser utilizadas para manipular e controlar a população.
Medidas são necessárias, portanto, para resolver o impasse e minimizar os danos causados pelas notícias falsas na sociedade. É necessário que o Governo juntamente ás instituições de ensino, como formadoras intelectuais dos indivíduos, elaborem uma grade curricular que contemple o desenvolvimento crítico do estudante, por meio de palestras e exemplificações para que se possa garantir, dessa forma, uma maior capacidade de analisar as informações recebidas e evitar, assim, o compartilhamento de informações falsificadas. É necessário, também, que o Estado, associado ao Observatório de Imprensa, busque meios de obter maior fiscalização acerca do que é publicado nos noticiários da imprensa brasileira.