Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 06/03/2018
De acordo com o filósofo Aristóteles, ´´A dúvida é o princípio da sabedoria´´. Entretanto, apesar da crescente evolução e revolução dos meios de comunicação que facilitaram a proliferação de informações, o indivíduo, usuário da internet, constantemente compartilha notícias sem o menor fundo de verdade, as conhecidas ´´fake news´´. Dessa forma, é imprescindível o debate acerca da falta de ceticismo da sociedade e a capacidade de disseminação em massa de conhecimentos falsos e como eles refletem no meio social.
O conceito de pós-verdade foi implementado no dicionário Oxford em 2016 como caso em que a emoção e as crenças pessoais moldam a opinião pública mais facilmente que os fatos concretos. Esse fator é comprovado com uma pesquisa da Universidade de Stanford que, a partir da coleta de dados, conclui que oitenta por cento das pessoas não conseguem diferenciar notícias de links patrocinados, visto que, apesar da falta de dados e fontes confiáveis, a partir da linguagem conativa, aproximam-se do leitor e ganham compartilhamentos. Em consequência desse fenômeno, a partir de divulgações de falsos genocídios nos jornais britânicos, causou o Brexit: saída do Reino Unido da União Europeia.
Além disso, as redes sociais, principalmente o Facebook por possuir grande alcance, são grandes percursoras das notícias ilegítimas. Essas informações quando não patrocinadas por motivos políticos, são financiadas pela ´´indústria de cliques´´; criada pelas grandes plataformas de propaganda digital que, a partir de títulos sensacionalistas, chamam a atenção do leitor e induzem-no a clicar e compartilhar atualidades sem fundo verdadeiro. Evento incrivelmente criticado pela Escola de Frankfurt, que defendia que a tecnologia estava sendo usada como meio de alienação da sociedade.
Torna-se evidente, portanto, a vitalidade de saber separar notícias de caráter cientificista de boatos. Dessa forma, cabe ao Governo Federal, aliado à todas as redes sociais criar mecanismos de identificação e checagem de dados, a fim de impedir a difusão de referências errôneas. Ademais, a agência Google, responsável pelos anúncios em diversos sites, deve criar a ´´inspeção digital´´, para punir e retirar do ar todas as páginas consideradas deturpadas. Posto isso, será possível mitigar as problemáticas causadas pelo ´´fake news´´.