Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 06/03/2018

Notícias sobre eleição presidencial manipulada, alimentos que causam doenças e dietas milagrosas. São alguns exemplos de informações falsas que circulam diariamente nas redes sociais e na internet. Nesta perspectiva, um simples compartilhamento pode transformar e afetar várias vidas, como aconteceu com o Médico Drauzio Varella que foi alvo de ataques após uma moça fazer um vídeo alterando a fala do médico sobre câncer de mama. Dessa forma, em outros casos, há perigos que circulam todos os dias na era da informação e que dificultam a propagação da informação clara e transparente.

Primeiramente, com o bombardeio de informações todos os dias fica sempre mais difícil separar o real do que não passa de manipulação midiática. Na Universidade de Warwick, no Reino Unido foi feita um estudo para determinar a capacidade humana em detectar imagens manipulada, os pesquisadores concluíram que 40% das pessoas não conseguiram identificar uma fotografia falsa. Assim, é de se esperar que ideias e informações distorcidas, ganham espaços nas redes sociais e o sensacionalistas  atraem mais cliques e tendem a viralizar mais rapidamente do que notícias produzidas por jornalistas que seguem procedimentos estabelecidos para apuração e checagem dos fatos.

Além disso, a intolerância e os crimes nas redes sociais são cada vez mais constantes e causam perigo para a vida pessoal e pública dos indivíduos. A “série Black Mirror, trouxe uma ideia bem crítica no episódio “Odiados pela nação” sobre o poder das fakes news no mundo atual. As pessoas divulgavam noticias ruins sobre alguém, que se espalhava em grandes escalas nas redes sociais e consequentemente a pessoa alvo era morta por causas desconhecidas. Com isso, ratificando um problema frequente nas redes midiáticas e que necessita de medidas minimizadoras e eficazes para combater possíveis crimes e injurias causada pela informação mentirosa.

Deve-se, então, superar as barreiras que interferem na transparência na era da informação. Portanto, a educação digital deve ser imprescindível para que os jovens saibam diferenciar as notícias que os manipulam diariamente, através de oficinas, brincadeiras, pessoas que já passaram por crimes na internet ou filmes para conscientizar e ajudar na responsabilidade de compartilhar e receber essa informação. Ademais, o governo, em parceria com o Judiciário tem o a papel de ampliar as investigações, julgar casos com maior rigor e fiscalizar a qualidade da informação que é passada diariamente. Logo, os cidadãos seriam incentivados a exercerem sua liberdade de expressão de forma equilibrada e mais ética e respeitar os âmbitos que regem o bem estar e a transparência de um todo.