Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 04/03/2018
Com o fim da Guerra Fria e a invenção da internet, emergiram-se novas tecnologias que passaram a interligar o mundo e as pessoas em âmbito global, período tecnicamente chamado de globalização. No entanto, o aparecimento das “Fake News” (notícias falsas), é uma problemática recorrente nos principais meios de comunicação. Com isso, tem-se como consequência a falta de senso crítico de muitos cidadãos, que são manipulados por essas informações e a velocidade que os usuários espalham as mesmas nas redes sociais.
A primeira questão a ser debatida é a falta de seletividade informacional dos indivíduos, pois estes se mostram parciais diante dos fatos que lhe são apresentados e não buscam referências que possam comprovar a veracidade dos mesmos. Contudo, a causa principal desse problema é a falta de senso crítico das vítimas inseridas nesse contexto, somado à ausência de uma boa educação cibernética. Logo, o produto final é uma grande parcela de pessoas manipuladas, alienadas e pacíficas, diante de tudo que lhes é transmitido.
Por outro lado, as redes sociais impulsionam o compartilhamento de conteúdos falsos entre os seus usuários antes mesmo de serem filtrados. A partir daí, a Fake News pode ser concebida sociologicamente como um fato social, essencialmente pela sua coercitividade, segundo Émile Durkheim. Como exemplo, tem-se as dezenas de golpes pelo Whatsapp que atingiram mais de 500 mil pessoas no último ano, segundo uma pesquisa feita pela UOL notícias.
Dado o exposto, medidas devem ser tomadas para resolver o problema. Portanto, o Ministério da Educação deverá se unir ao Ministério das Tecnologias para criar um fórum de discussões online, com tutoriais de educação cibernética disponível a todos os usuários gratuitamente e monitores online que possam sanar todas as dúvidas. Dessa forma, os indivíduos seriam mais ativos e críticos diante de tantas informações, além de estarem menos suscetíveis a crimes virtuais.