Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 05/03/2018

A era da informação  ou também conhecida como era digital ou tecnológica iniciou-se, em 1980, com a criação da rede de computadores. Dessa década aos dias atuais, houve um exponencial crescimento no tráfego de informações e do conhecimento. Por outro lado, a difusão de notícias não verídicas e de crimes virtuais acompanhou esta ascensão, seja para ganhar cliques, seja para difamar pessoas jurídicas ou físicas. É fundamental, portanto, ações para aniquilar os perigos na rede, tais como a ‘‘fakenews’’ e as montagens ilegais.

Nesse contexto, fakenews é um termo em inglês cujo a tradução é notícias falsas. Tal expressão tornou-se conhecida mundialmente após o atual presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, interromper um jornalista da CNN (Cable News Network) alegando que a empresa de canal a cabo de notícias era fakenews, na medida em que esta companhia falsificou os dados da projeção da eleição a favor da candidata democrata Hillary Clinton, contrapondo-se ao republicano Trump. É visivel, assim, que mesmo grandes corporações estão sucetíveis a tais infrações. Em vista disso, medidas para combater a propagação de notícias falsas são necessárias visando, deste modo, a integridade dos cidadãos.

Nessa conjuntura, Há ainda outra problemática maior, que é no âmbito da montagens virtuais. Essa expressão designa a alteração de vídeos, imagens e áudios com o objetivo de denegrir algo ou alguém. Fato que ocorreu com o político Luiz Inácio Lula da Silva, o qual teve um vídeo de uma das suas palestras manipulado deixando a entender que ele estava ofendendo a ex-presidente Dilma Rousseff. É claramente notável, portanto, o intuito pejorativo da edição para manchar a figura de ambas pessoas jurídicas. Assim sendo, providências são substâciais para evitar tais atos e punir os infratores online.

Faz-se imprescindível, destarte, condutas contra a difusão das fakenews e das edições virtuais de cunho depreciativas, uma vez que são nocivas à sociedade global. Por conseguinte, cabe a ONU em parceria com as empresas controladoras da internet de cada país, atuarem massivamente contra os crimes cibernéticos, a fim de atenuar o mais rápido possível a prática de calunias e difamações, além de aumentar a pena para quem as comete. Ainda cabe a comunidade internauta criar páginas no Google e Facebook e vídeos no Youtube, visando informar e denunciar os transgressores. Ademais, as emissoras televisivas devem reservar um horário da sua programação para alertar sobre riscos e punições à população idosa que não se conecta. À vista disso, haverá uma sociedade combatendo  potenciais ameaças nesta era tecnológica e mantendo-na segura.