Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 07/03/2018

“Eu quero que vocês confiem em mim. Eu quero que vocês acreditem em mim.” A música “Ich Will”, da banda alemã Rammstein, é uma crítica a mídia convencional. Atualmente, após as eleições de Donald Trump, a mídia assumiu uma posição imparcial em relação à grupos e partidos relacionados à direita. Tal posição, por ser contrária aos anseios populares, atraí a desconfiança e a revolta contra à hegemonia midiática. Desse modo, a mídia passa a ser chamada de “fake news” (notícias falsas em tradução literal). Portanto, as chamadas “fake news” são produto de uma população insatisfeita com a ideologia propagada nos grandes jornais.

É pressuposto que o acesso a informação é facilitado pela democratização da comunicação virtual e por isso não necessita mais de um canal oficial para a chegada de novas noticias. De certa forma, a hegemonia da mídia convencional se baseava na impossibilidade de cidadãos comuns poderem manifestar suas ideias a um público maior, algo que não existe mais devido o surgimento da Internet. Assim, uma pessoa pode (pelo Facebook, Twitter e Youtube), mostrar para milhares de seguidores a sua opinião, observação e fatos referentes à uma notícia publicada na televisão. Logo, o canal tradicional midiático é quebrado, já que não se vê mais a sua existência como essencial.

Por causa da manifestação imparcial das notícias, a repressão popular contra a mídia deve ser louvada, já que mostra o outro lado do fato retratado. Segundo uma notícia do jornal Gazeta do Povo, o produtor da CNN admitiu em vídeo inventar notícias sobre um possível conluio entre Trump e a Rússia, tal notícia foi totalmente censurada em canais grandes (conhecidos por fazerem parte do establishment político). Assim, canais do Youtube, como o Paul Joseph Watson e o Black Pigeon Speaks, possuem papel fundamental para a manutenção da democracia. Pois mostram outros fatos, que complementam e até mesmo contradizem os fatos que foram mostrados oficialmente pela mídia. Portanto, é a participação popular que é responsável por quebrar a indústria midiática e sua hegemonia.

Logo, o monopólio informativo da mídia se faz pelas “fake news”, mas a sua perda de poder acontece devido a participação de usuários comuns. Desse modo, é necessária a garantia de liberdade de expressão nas redes sociais e a total imparcialidade dos canais de comunicação virtuais. Por terem ideologias parecidas e investimentos econômicos em comum, redes sociais (Facebook e Youtube) e canais (CNN e New York Times) fomentam a censura e até mesmo bloqueiam canais discordantes. Isso se dá pela via jurídica (seja por acusações de “discurso de ódio”, “direitos autorais”, etc). Assim, é necessária a participação do Estado, garantindo a total liberdade de expressão e removendo tais entraves legais. De tal modo, o cidadão comum poderá discordar do “establishment” midiático.