Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 02/03/2018

A democracia é ameaçada

A constituição federal brasileira afirma que o acesso à informação é um direito do cidadão. Na era da pós-verdade isso torna-se um problema, já que inúmeras “fake news” são publicadas cotidianamente. Em ano eleitoral isso gera conturbações por influenciar os eleitores a adotarem um diferente ponto de vista, além disso põe em jogo a credibilidade de instituições que divulgam notícias.

Durante as eleições nos Estados Unidos a candidata democrata Hillary Clinton foi incriminada de encomendar a morte de um espião russo, o que foi comprovado que não condiz com a verdade. Diante desse cenário conturbado, diversos eleitores podem ter uma mudança de opinião, uma vez que as “atitudes” dela vão de encontro ao ideal defendido pelo cidadão. Isso demonstra que as “fake news” trazem perigos e na era informacional isso é agravado devido ao escoamento rápido e eficiente dessas notícias pelas redes sociais.

De acordo com o psicólogo Nicholas Difonzo, quando a sociedade dá menos importância à mídia, abre espaço para os boatos. Além de jornais de grande circulação diversas instituições como blogs de cidadãos comuns e revistas locais frente a essa imensidão de “fake news” perdem sua credibilidade nos pequenos relatos publicados visto que a população não tem segurança em acreditar neles.

Com base no exposto infere-se que as “fake news"são perigosas na era informacional, uma vez que prejudica quem publica informações verdadeiras e a integridade das pessoas difamadas. Cabe ao poder legislativo a criação de leis que punam a publicação de notícias falsas como proposto pelo presidente da França, Emmanuel Macron. Instituições como o observatório da imprensa que há vinte atua no país, devem intensificar seu trabalho analisando os meios de comunicação em massa, assim impedirá a anti-democracia, pois acesso à informação é um direito do cidadão.