Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 01/03/2018

Assistimos hoje o fenômeno da expansão da internet e com ele os perigos das fakes news na era da informação. Ainda que não sejam os únicos, a dificuldade de encontrar e punir os criadores de notícias falsas e a baixa capacidade dos usuários de identificar esse tipo de publicação, são os principais fatores que impossibilitam a minimização desse quadro preocupante.

É ilusório acreditar que será possível identificar e punir todos os criadores de fake news. A intenção dos produtores desse tipo de conteúdo é monetizar as informações falsas a qualquer custo e alcançar o máximo de cliques e compartilhamentos possíveis. As ações ficam impunes porque são encobertas por mercados criados exclusivamente para disseminar as fake news, como aconteceu na última eleição presidencial nos Estados Unidos. As empresas desenvolvidas para esse fim conseguem resguardar IPs, nomes e dados bancários dos sites divulgadores e de seus responsáveis.

Além disso, outro grande fomentador para a propagação das fake news é a baixa capacidade dos usuários em identificar esse tipo de informação. Plataformas como o Facebook e Whatsapp transformaram-se em grandes catalisadores de notícias, a maioria delas, falsas. Não é difícil identificá-las, mas os usuários precisam de educação digital e criticidade para colaborar com a mudança do cenário atual.

Portanto, os perigos das fakes news na era da informação só serão combatidos quando os criadores e divulgadores de notícias falsas forem localizados e punidos, e quando os usuários analisarem com criticidade as notícias na internet. A criação de leis mais rígidas, como a sugerida pelo Deputado Luiz Carlos Hauly, é o início do caminho para sanar esse problema. Outrossim, os usuários precisam da educação digital para identificar e denunciar esses conteúdos. Checar a fonte da notícia e desconfiar de títulos absurdos são práticas simples, mas que favorecem na erradicação desse tipo de divulgação.