Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 18/02/2018
“Se o pensamento corrompe a linguagem, a linguagem também pode corromper o pensamento.” A frase de George Orwell, em seu livro 1984, revela a força que as palavras promovem no contexto informacional. O perigo na manipulação de informações está inserido no contexto social desde a Antiguidade, quando Procópio, historiador bizantino, escreveu um livro repleto de histórias duvidosas com o intuito de atingir o imperador Justiniano. Tal característica estendeu-se até hoje, com as chamadas “fake news”, as quais contribuem para pensamentos equivocados e atitudes repreensivas que podem comprometer a boa relação em sociedade.
As novas técnicas informacionais deixaram de lado os papéis impressos e deram lugar à era digital, com conteúdos de fácil e rápido acesso que atingem um contingente populacional em questão de segundos. No entanto, a preocupação está na qualidade dessas informações, visto que muitas são inverídicas e lançam-se à sociedade com o intuito de manipular pensamentos e atitudes, que podem gerar conflitos ideológicos ou até mesmo a discriminação.
Como se não bastasse isso, ressalta-se ainda a forte polarização midiática que impulsiona conteúdos específicos a cada perfil de usuário. São as bolhas virtuais, as quais restringem informações falsas a grupos aspirantes por determinados conteúdos, induzindo estes a acreditarem na veracidades dessas informações. Nesse âmbito, vale ressaltar a teoria crítica da Escola de Frankfurt contra a indústria cultural, a qual promove a alienação social e a submissão aos conteúdos propostos.
Diante do exposto, percebe-se que, de fato, a linguagem pode corromper o pensamento e para reverter essa problemática, primeiramente é necessário que as redes sociais criem mecanismos mais eficientes que averiguem as informações divulgadas, impedindo a disseminação de notícias falsas. Além disso, é importante que cada indivíduo analise as fontes informacionais antes de tomarem como verdade e compartilharem com os demais grupos ou aderirem à industria comercial, o que evitará o crescimento das bolhas virtuais e conduzirá a sociedade a uma afirmação verdadeira e igualitária.