Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 20/07/2018

Durante boa parte da história, o homem teve acesso restrito às informações. Com o advento do Iluminismo, a tendência de valorização do conhecimento e do acessoa  informação transformou profundamente a sociedade. Junto a isso, eclodiram diversos problemas como a divulgação de notícias falsas que acabam ganhando grandes proporções devido a forma como são disseminadas. Nesse prisma, torna-se indispensável a discussão acerca dos fatores que corroboram com essa problemática.

Convém analisar os impactos oriundos das novas praticas sociais. Segundo uma pesquisa realizada pela Universidade Oxford em 2017, o Facebook é a principal fonte de informação dos brasileiros, agravando ainda o problema, haja vista que a falta de fiscalização diante as notícias publicadas e compartilhadas é de difícil localização mediante a rapidez com a qual se propagam. Dessa maneira, forma-se uma sociedade alienada por restringir o seu campo informacional, ocasionando uma massa ainda mais manipulável e suscetível a promessas utópicas, como é o caso de propagandas que veiculam a perda de peso em poucos dias.

Outrossim, referem-se a importância  de frisar sobre os entraves morais e éticos. Segundo o filósofo Zygmunt Bauman, ao definir a modernidade líquida, demostrou a liquidez das relações sociais, que gera perda dos valores sociais, como o respeito e empatia. Sendo assim, nota-se uma raiz perversa do problema, visto que, o capitalismo desvia as prioridades das pessoas para o lucro, com sites que ganham com a divulgação de notícias falsas, sendo amparados pela impunidade. Consequentemente, alguns casos findam em tragédias, como violência e morte.

Destarte, a adoção de medidas visando contornar essa realidade. Por conseguinte, concerne às redes sociais desenvolver um algorítimo, a partir de desenvolvimento em pesquisa, capaz de detectar a veracidade de informação no momento da publicação, a fim de reduzir as fake news. Ademais, incumbe às escolas aulas de educação digital, com o fito de fortalecer a liberdade de expressão e o uso democrático da internet. Quem sabe assim, a população possa desfrutar de referências sólidas tornando-se mais críticos.